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ANGOLA INVESTMENT SUMMIT 2026 | ADDRESS BY PRESIDENT JOÃO LOURENÇO | LUANDA | JUN 18, 2026

Governo 03-07-2026
Angola defende estratégia comum para responder aos impactos do conflito no Médio Oriente

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, defendeu nesta sexta-feira (3 de Julho), em Lomé, a necessidade de África adoptar uma estratégia continental comum para responder às consequências políticas, económicas e sociais decorrentes da instabilidade no Médio Oriente.

O posicionamento do chefe da diplomacia angolana foi apresentado durante a Conferência Extraordinária da Aliança Política Africana (APA), realizada sob a presidência da República do Togo, e dedicada à análise do impacto do conflito no Médio Oriente sobre o continente africano.

Téte António felicitou o Governo togolês, em particular o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação, Integração Africana e Togoleses no Estrangeiro, Professor Robert Dussey, pela iniciativa de convocar a conferência, destacando a relevância do encontro para a definição de respostas africanas coordenadas face aos desafios impostos pela actual conjuntura internacional.

Sublinhou que o agravamento das tensões no Médio Oriente afecta directamente África, com repercussões nas cadeias de abastecimento, na segurança energética, no comércio internacional e no acesso a insumos agrícolas essenciais para garantir a segurança alimentar e nutricional dos Estados africanos.

Para o ministro, um dos principais resultados esperados da conferência deverá ser a inclusão desta matéria na agenda da União Africana, nomeadamente na próxima reunião do Conselho Executivo, com vista à adopção de uma estratégia continental capaz de mitigar os efeitos do conflito sobre as economias africanas.

Fonte: MIREX
Governo 01-07-2026
Ministro Téte António: "O funcionamento da União Africana não pode ser comprometido"

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, afirmou esta terça-feira (30 de Junho) que o adiamento de reuniões da União Africana não deve comprometer o normal funcionamento da organização nem a execução do calendário institucional previamente aprovado.

Durante a 2.ª Reunião do Bureau da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, realizada por video-conferência, Téte António, em representação do Presidente da República, João Lourenço, manifestou solidariedade de Angola para com o Egipto face ao pedido de adiamento da 49.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo e da 8.ª Reunião de Coordenação Semestral.

Apesar de reconhecer as circunstâncias excepcionais invocadas pelo Estado anfitrião, Téte António defendeu que é indispensável manter a realização da Sessão do Conselho Executivo, propondo que o encontro decorra durante o mês de Julho, em formato virtual, após concertação entre os Estados-membros.

Segundo o ministro, a realização da reunião é fundamental para garantir a aprovação do Orçamento da União Africana para 2027, o endosso de candidaturas africanas ao sistema internacional e a continuidade das reformas institucionais em curso.

Quanto à Reunião de Coordenação Semestral, Angola declarou apoio ao seu adiamento, considerando que a mesma deverá realizar-se numa data que assegure as melhores condições para o seu sucesso.

Na ocasião, Téte António reiterou o compromisso de Angola com uma União Africana forte, funcional e capaz de responder aos desafios do continente, preservando os princípios da solidariedade, do consenso e da unidade.

Fonte: MIREX
Governo 30-06-2026
ANGOTIC e a transformação digital para além da qualidade do sinal de internet

O debate em torno do sector das telecomunicações em Angola constitui um importante exercício de cidadania e um contributo para o aperfeiçoamento das políticas públicas, a análise dos desafios do sector exige uma compreensão abrangente dos conceitos de transformação digital, soberania tecnológica e desenvolvimento da economia digital.

Neste contexto, importa esclarecer que a ANGOTIC não é um projecto concebido para resolver, de forma imediata, as limitações operacionais das redes de telecomunicações. Trata-se de um fórum internacional de inovação, tecnologias de informação, negócios e cooperação, criado para promover o intercâmbio de conhecimento, estimular o investimento, reforçar parcerias estratégicas e posicionar Angola como um actor relevante no ecossistema digital africano e internacional.

Confundir os objectivos da ANGOTIC com problemas estruturais relacionados com a cobertura, qualidade ou capacidade das redes de telecomunicações significa desconsiderar a natureza e a finalidade deste importante evento. Os desafios associados à expansão da conectividade resultam de factores técnicos, económicos e regulatórios, cuja solução depende da implementação continuada de políticas públicas, do investimento em infra-estruturas e da actuação coordenada dos operadores do sector.

A transformação digital, por sua vez, constitui um processo muito mais amplo do que a simples disponibilização de acesso à Internet. Envolve a modernização da Administração Pública, a digitalização dos serviços públicos, o reforço da cibersegurança, a expansão das redes de fibra óptica, a utilização de satélites de comunicações, o desenvolvimento de centros de dados, a capacitação de recursos humanos e a promoção da inovação tecnológica como factor de competitividade económica.

É neste quadro que Angola tem vindo a desenvolver uma estratégia nacional orientada para o fortalecimento da soberania digital, da inclusão tecnológica e da diversificação da economia, procurando criar condições para que as tecnologias de informação e comunicação se afirmem como instrumentos de desenvolvimento sustentável.

Naturalmente, persistem desafios significativos no sector das telecomunicações. O reforço da cobertura, a melhoria da qualidade dos serviços, a redução dos custos de acesso e a expansão da conectividade às zonas mais remotas continuam a constituir prioridades nacionais. Todavia, estes desafios não anulam os progressos alcançados nem diminuem a importância das iniciativas destinadas a consolidar o ecossistema digital do país.

O debate público ganha qualidade quando assenta em factos, conhecimento técnico e visão estratégica. A crítica fundamentada desempenha um papel essencial na consolidação das instituições democráticas e na melhoria das políticas públicas. Porém, a avaliação de programas estruturantes deve considerar a sua missão, os seus objectivos e o contexto em que são desenvolvidos, evitando interpretações que reduzam processos complexos a indicadores isolados.

Num mundo cada vez mais orientado pela economia digital, compreender a diferença entre um evento internacional de promoção tecnológica e os desafios operacionais das telecomunicações é fundamental para um debate sério e construtivo. Afinal, o conhecimento resulta do estudo permanente, enquanto a sabedoria nasce da capacidade de interpretar os factos com equilíbrio, rigor e sentido estratégico.

Fonte: Jornal de Angola

suica.mirex.gov.ao Embaixadora de Angola na Suiça

Filomena Delgado



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