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Discurso de S.E. o Presidente João Lourenço sobre o estado da Nação 2025

Governo 02-04-2026
Embaixadora Josefa Sacko candidata à Directora-Geral da FAO

O Ministério das Relações Exteriores promoveu, nesta quinta-feira (2 de Abril), em Luanda, o lançamento oficial da candidatura de Josefa Sacko ao cargo de Directora-Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O lançamento oficial da candidatura foi feito pelo titular da pasta das Relações Exteriores, Téte António, que apresentou o perfil da candidata, actual Embaixadora de Angola na República Italiana e Representante Permanente junto das Agências das Nações Unidas em Roma, nomeadamente FAO, FIDA e PAM, referindo que possui uma vasta experiência nos domínios da agricultura, do desenvolvimento sustentável e das políticas públicas, com percurso relevante continental.

Além disso, o trajecto profissional de Josefa Sacko é caracterizado pela capacidade de liderança, aptidão para o diálogo e competência na construção de consensos, qualidades consideradas determinantes face aos desafios globais actuais, com particular incidência na segurança alimentar e nas alterações climáticas.

O ministro das Relações Exteriores afirmou, também, que Angola considera essencial que a FAO seja liderada por uma figura com visão estratégica e capacidade de promover respostas eficazes e inclusivas, alinhadas com as necessidades dos Estados-membros, reconhecendo a necessidade de reforçar a presença de mulheres em posições de liderança nas organizações multilaterais.

Recordou, igualmente, que as mulheres estão na linha da frente da agricultura, da segurança alimentar e da gestão sustentável dos recursos, sobretudo em África. No entanto, essa contribuição nem sempre se reflecte nos níveis mais altos de decisão.

Nesta conformidade, o país entende que o momento actual impõe a correcção deste desequilíbrio, com a promoção de uma liderança competente, inclusiva e representativa do papel feminino na sociedade contemporânea.

O Chefe da Diplomacia Angolana salientou que esta candidatura expressa o compromisso com uma participação africana mais activa na direcção das organizações internacionais, em linha com os esforços de afirmação do continente no sistema multilateral e reitera o compromisso de Angola com o multilateralismo na abordagem dos desafios e oportunidades globais.

Por último, apelou, ainda, aos Estados-membros para apoiarem uma visão comum orientada para uma FAO mais forte e mais próxima das necessidades e expectativas dos povos em todas as regiões.

Quem é Josefa Sacko?

A embaixadora Josefa Sacko exerce actualmente funções como Chefe da Missão Diplomática de Angola em Roma e Representante Permanente junto das Agências das Nações Unidas naquela cidade.

Ao longo da carreira acumulou experiência significativa no sector da alimentação e agricultura, com desempenho de funções relevantes em Angola e no plano internacional.

Entre 2017 e 2025, exerceu o cargo de Comissária para Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável da União Africana. Foi igualmente Secretária-Geral da Organização Inter-Africana do Café.

A República de Angola submeteu a candidatura de Josefa Sacko ao Comité de Candidaturas da União Africana durante o Conselho Executivo da organização, realizado a 11 de Fevereiro de 2026, em Addis Abeba.

Fonte: Sem fonte
Governo 02-04-2026
Angola quer passar de “diplomacia de afirmação” para “influência estratégica”

Angola quer evoluir de uma “diplomacia de afirmação” para uma “diplomacia de influência estratégica”, assumindo um papel mais proactivo e transformador na cena internacional, afirmou, nesta quarta-feira (1 de Abril), o ministro das Relações Exteriores, Téte António.

Discursando na abertura da conferência sobre os 50 anos da presença de Angola na Organização da Unidade Africana/União Africana (OUA/UA) e nas Nações Unidas, o governante defendeu uma mudança de paradigma na política externa, com o país a passar “de uma presença participativa para uma actuação propositiva, proactiva e transformadora”.

Téte António enquadrou esta ambição num contexto internacional “mais fragmentado, marcado por rivalidades estratégicas, rupturas e polarização”, defendendo que Angola “não pode limitar-se a reagir”, devendo afirmar-se como “sujeito activo, capaz de influenciar e moldar” os rumos do sistema internacional.
Destacou ainda o papel de Angola como “factor de equilíbrio, promotor de paz e catalisador de soluções africanas para os problemas africanos”, sublinhando a actuação do país em processos de mediação e estabilização regional, sobretudo na África Central e Austral.

No plano multilateral, o ministro salientou que Angola cumpriu dois mandatos como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, além de integrar o Conselho Económico e Social, o Conselho dos Direitos Humanos e a Comissão de Consolidação da Paz.

Téte António apontou ainda as áreas em que Angola pretende afirmar-se nos debates globais, incluindo segurança energética, alterações climáticas, segurança alimentar e mobilidade humana, e defendeu o investimento na formação de uma nova geração de diplomatas com competências técnicas e visão geopolítica.

O ministro sublinhou que a diplomacia angolana nasceu ligada às lutas de libertação, tendo contribuído para o fim do colonialismo e do ‘apartheid’, e que o país pretende agora afirmar-se como actor relevante na construção de soluções globais.

A conferência, que decorre ao longo de dois dias na Tenda da Marginal de Luanda, integra vários painéis temáticos sobre o percurso de Angola na OUA/UA e na ONU, bem como uma exposição fotográfica sobre a história do país naquelas organizações.

Para quinta-feira (2 de Abril), está prevista uma cerimónia de outorga de medalhas e diplomas de reconhecimento a personalidades que contribuíram para o fortalecimento da diplomacia angolana ao longo das últimas cinco décadas.

Fonte: Lusa
Governo 30-03-2026
Embaixadora Filomena Delgado pela proximidade às comunidades

Num evento no âmbito da celebração do Março-Mulher, em Zurique, visando a aproximação às comunidades nacionais residentes, a Embaixadora Filomena Delgado apelou os cidadãos angolanos residentes nesse país de acolhimento a actualizarem e aquirirem os documentos nacionais.

Na intervenção de abertura, com foco no papel da mulher na sociedade, a Embaixadora Filomena Delgado frisou que os documentos permitem a confirmação da cidadania e o pleno exercício dos direitos, assim como reforçar a ligação com as raízes e contribuir para o desenvolvimento de Angola.

Por outro lado, disse que estes actos, realizados em diversos cantões suíços, onde residam cidadãos angolanos, no quadro do programa geral da Missão Diplomática, “concretizam as orientações e linhas estratégicas do Executivo angolano, que define o reforço da cidadania e da relação entre o Estado e a diáspora como uma prioridade, fortalecendo os laços de pertença e identidade”.

Por meio dessas iniciativas, os membros da comunidade nacional em Zurique e arredores teve acesso a vários serviços, entre os quais, a emissão e renovação de Bilhetes de Identidade, cartões consulares, certificados de registo criminal, assim como o da recolha de dados para o processo do Passaporte Ordinário.

O evento serviu, ainda, para a entrega de Bilhetes de Identidade e Passaportes a cidadãos nacionais angolanos, bem como para uma visita a uma clínica e a um empreendimento tecnológico com participações de um cidadão nacional, no quadro da captação do investimento privado para Angola.

Dados recentes da Secretaria de Estado para as Migrações (SEM) indicam que residem actualmente na Confederação Suíça perto de seis mil cidadãos nacionais angolanos, tornando-se numa das principais comunidades angolanas na diáspora.

Fonte: Embaixada de Angola na Suíça
Governo 30-03-2026
Ministro Téte António: “Angola assumiu a OEACP em tempos difíceis e deixou-a com bases firmes”

Um dos vários legados deixados por Angola na Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP), fruto dos três anos na presidência, são as bases firmes que a permite representar os 79 países do Sul Global com uma voz activa na arena internacional, revelou, domingo (29 de Março), em Malabo, capital da Guiné Equatorial, o ministro das Relações Exteriores, Téte António.

O chefe da diplomacia angolana sublinhou que o Presidente da República, João Lourenço, assumiu a presidência da organização em circunstâncias bastante difíceis, mas foi capaz de a transformar, proporcionando à organização uma nova sede, Mecanismo de Mobilização de Recursos, Mecanismo de Troika e Mecanismo de Consulta, deixando a instituição em condições de realizar cimeiras e reuniões regulares.

“O prémio que foi dado ao Presidente da República foi o da resiliência, porque recebemos a organização em circunstâncias bastante difíceis, mas deixamos as bases para, doravante, a organização poder descolar”, esclareceu Téte António quando justificava as razões da distinção a João Lourenço, na sessão de abertura da XI Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da OEACP.

Ao resumir a XI Cimeira de Malabo, o ministro das Relações Exteriores considerou os resultados relevantes, realçando que, do ponto de vista do financiamento, que é um assunto bastante crucial, a reunião de líderes conseguiu, durante a mesa-redonda, um financiamento de mais de 13 milhões de dólares de contribuições voluntárias, além de contribuições extraordinárias.

“Conseguimos fazer, durante essa reunião, um fórum da juventude, de negócios e das mulheres, mas também um fórum relacionado com os pequenos Estados insulares em desenvolvimento”, explicou.

Declaração final da XI Cimeira

Téte António disse, ainda, que um dos aspectos igualmente relevantes prende-se com o facto de a Declaração Final da XI Cimeira de Malabo coroar de êxitos tudo o que se passou durante o mandato de Angola, caracterizado pelo desenvolvimento de vários projectos.

“A Declaração Final apresenta-nos uma organização em plena revitalização”, afirmou o chefe da diplomacia angolana, para quem as questões do próprio financiamento começa a produzir resultados.

“E a declaração fala do reforço do próprio Secretariado Executivo, incluindo uma decisão sobre as formas de reforçá-lo, incluindo a sua relocalização para um Estado-membro”, acentuou, adiantando ter ficado pendente a indicação do país acolhedor da 12ª Cimeira da OEACP.

“Em princípio, deve acontecer na região das Caraíbas. É um país africano que fez uma oferta, mas vamos ter que mudar o nome da sede da próxima reunião”, esclareceu.

O ministro destacou, ainda, o facto de a ACP, que era um Mecanismo de Cooperação com a União Europeia, ter evoluído para uma organização intercontinentall.

Uma das decisões tomadas na Cimeira de Malabo, segundo o ministro angolano, foi a de orientar o Secretariado Executivo da OAECP a estudar todas as modalidades e o custo de uma operação para a relocalização da sua sede, actualmente em Bruxelas, para o território de um Estado-membro.

Consta, também, da De-claração Final da Cimeira, de acordo com Téte António, a reafirmação do papel do multilateralismo nas relações entre os Estados.

“Foi decidido que devemos reforçar a nossa voz, ali onde ela deve ser ouvida. Isto é, através da organização dos nossos organismos permanentes em Nova Iorque, em Bruxelas, em África, em Viena de Áustria e outras capitais multilaterais em que estão grupos africanos, e não só. Portanto, fazer ouvir a nossa voz e olhar para os nossos problemas”, referiu, tendo revelado que as questões relativas ao comércio e à industrialização mereceram acesos debates durante o Fórum de Negócios.

O mesmo Fórum, sublinhou o ministro, olhou para a industrialização de Angola, a diversificação, a digitalização e o financiamento, bem como o papel do sector privado no desenvolvimento dos Estados-membros.

O ministro referiu, também, que os Estados-membros manifestaram solidariedade para com os países africanos que atravessam situações difíceis de conflitos.

“Pensamos que saímos daqui com uma ideia clara do percurso que a organização teve durante as acções e para onde queremos ir, através de um processo que será sujeito a um plano de acção que vamos monitorar”, disse.

Fonte: Jornal de Angola

suica.mirex.gov.ao Embaixadora de Angola na Suiça

Filomena Delgado



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