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Discurso de S.E. o Presidente João Lourenço sobre o estado da Nação 2025

Governo 09-05-2026
Angola avalia com a União Europeia conflito na RDC

A situação política e de segurança na Região dos Grandes Lagos, com destaque para o conflito no Leste da RDC, dominou o encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Téte António, e o representante especial da União Europeia para a região, Johan Borgstam.

Téte António e Johan Borgstam trocaram, com alguma profundidade, impressões sobre os últimos desenvolvimentos do conflito e os esforços diplomáticos em curso para o alcance de uma solução pacífica.

O enviado especial da União Europeia, Johan Borgstam, partilhou informações recolhidas pela missão da UE, tendo feito, na ocasião, uma avaliação sobre a evolução das tensões entre o Rwanda e a RDC, com o foco na situação política na cidade de Goma.

Reiterou o apreço da UE pelo papel desempenhado por Angola nos esforços de mediação regional e reconheceu a actuação político-diplomática conduzida pelo país ao longo dos últimos anos.

Em relação a este assunto, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, reafirmou o compromisso de Angola com os princípios consagrados pelas Nações Unidas, com realce para o respeito pela soberania dos Estados, integridade territorial, não ingerência nos assuntos internos e resolução pacífica dos conflitos.

**Aposta na estabilidade política do continente
**
Téte António reafirmou que Angola mantém uma participação activa nas iniciativas de pacificação no continente, sobretudo na Região dos Grandes Lagos, considerada uma das áreas mais sensíveis em matéria de segurança e estabilidade política em África.
A região continua entre os principais focos de instabilidade do continente, devido aos conflitos persistentes no Leste da República Democrática do Congo.
Neste quadro, Angola tem desempenhado um papel relevante nos mecanismos africanos de mediação e promoção da paz, no âmbito da União Africana e da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos.
A União Europeia mantém, igualmente, uma cooperação activa com os países da região, através de iniciativas diplomáticas, assistência humanitária e apoio aos processos de paz, segurança e desenvolvimento sustentável nos Grandes Lagos.

Fonte: MIREX
Governo 09-05-2026
"50 Livros, 50 Autores": Dionísio da Fonseca realça papel da cultura para a Independência

O papel da cultura e da política no alcance da Independência Nacional foi destacado, nesta sexta-feira (8 de Maio), em Luanda, pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca.

O ministro de Estado discursava na cerimónia de lançamento da Coletânea "50 Livros, 50 Autores", que decorre, neste momento, enquadrada no acto de encerramento das festividades do 50° Aniversário de Independência Nacional, assinalado no dia 11 de Novembro de 2025.

Segundo Dionísio da Fonseca, após a Independência, a literatura continua a desempenhar um papel fundamental, através de escritores que deram continuidade à narrativa da luta e da construção da Nação.

"A literatura ajudou-nos a compreender quem fomos, quem somos e quem aspiramos ser", sublinhou, acrescentando que a Independência de Angola foi conquistada com coragem, sacrifício e visão, mas também com ideias, poemas e livros.

O Projecto “Angola 50 anos, 50 Autores” busca exaltar o contributo dos principais autores da história literária da luta pela independência e da conquista do desenvolvimento do país, bem como celebrar o meio século de história, identidade e pensamento angolano através da literatura.

A iniciativa foi coordenado por um Conselho Editorial, composto por quadros séniores da União dos Escritores Angolanos e da Academia Angolana de Letras. Comporta 25 000 exemplares correspondendo a 500 exemplares por título, concebida exclusivamente para o fortalecimento de redes institucionais dedicada à leitura crítica, investigação literária e formação cidadã.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 07-05-2026
Embaixadora Filomena Delgado enaltece carácter cultural do Dia da Língua Portuguesa

A Embaixadora da República de Angola na Confederação Suíça, Filomena Delgado, enalteceu, nesta Quarta-feira (6), em Berna, o carácter multilinguístico e a diversidade cultural da comemoração do 17º aniversário do Dia Mundial da Língua Portuguesa e do 30º Aniversário da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Durante uma recepção para assinalar as efemérides, em Berna, a Embaixadora Filomena Delgado salientou que a celebração “constitui uma oportunidade para sensibilizar a comunidade internacional para a história, a cultura e a utilização da língua na promoção do diálogo, paz, entendimento e cooperação entre as nações”.
Para a diplomata angolana, “o verdadeiro valor da Língua Portuguesa, reside na diversidade que acolhe, nos sotaques que a moldam, nas expressões que a reinventam e nas culturas que a tornam viva e plural”.

A dirigente assinalou o “tributo à língua que nos une, aproxima e define como comunidade global, presente no diálogo político, na diplomacia, na ciência e tecnologia, na cultura, na economia, nos negócios e na cooperação internacional”.

“O dia 5 de Maio lembra-nos que o português é uma das línguas mais faladas do mundo (ocupando o 5.º lugar) e números recentes referem cerca de 265 milhões de falantes (de acordo com a UNESCO), e é a língua mais falada no hemisfério sul”, disse Filomena Delgado, reforçando a sua afirmação actual, “também graças à sua utilização na internet, acompanhando a expansão digital dos países lusófonos e suas comunidades”.

Segundo ainda a representante diplomática de Angola, celebrar a data “é também reconhecer o papel da Língua na educação, na ciência, na diplomacia e na criatividade”, assim como, “é valorizar todos aqueles que diariamente mantêm o português vivo e em constante evolução”.

É ainda, de acordo com Embaixadora angolana, “mantermos presente a associação entre cultura e desenvolvimento, alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, destacando o facto de que a riqueza do património histórico e cultural, material e imaterial, a produção de bens e serviços das indústrias criativas e culturais e a mobilidade de agentes da cultura podem ser potenciados enquanto Comunidade”.

À celebração deste ano, que decorre sob o lema “Língua Portuguesa: uma ponte que une quadrantes”, destacou o papel de Angola como um dos países mais populosos da CPLP e que tem contribuído de forma decisiva para a expansão e vitalidade da língua portuguesa no mundo, com os seus cerca de 37 milhões de falantes de português.

Desde a criação da CPLP, avançou, “Angola tem primado por uma postura activa na Organização, e durante a sua presidência (de 2021 a 2023) foi implementado o quarto pilar da CPLP, dedicado à Cooperação Económica, resultando no reforço na cooperação para os Estados Membros”.

Entre os participantes do evento, constaram a da Embaixadora Sonja Hurlimann (Chefe de relações bilaterais na Divisão Europa da Secretaria de Estado no Departamento Federal dos Negócios Estrangeiros); Maria Luisa Escorel de Moraes (Embaixadora da República Federativa do Brasil); e Júlio Vilela (Embaixador da República Portuguesa), assim como de outras representações diplomáticas acreditadas na Confederação Suíça, membros da sociedade civil Suíça, e de diversas comunidades.

A comemoração em Berna, do Dia Mundial da Língua Portuguesa e do 30º aniversário da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, teve a organização das Embaixadas de Angola, Brasil e Portugal, acreditadas na Confederação Suíça.

Fonte: Embaixada de Angola na Suíça
Governo 06-05-2026
ANGOLA E GABÃO DITAM O REFORÇO DA COOPERAÇÃO COMO PRIORIDADE MÁXIMA  

Os Presidentes de Angola e do Gabão, João Lourenço e Oligui Nguema, respectivamente, defenderam a necessidade de alargar e reforçar a cooperação que existe entre os dois países, nos discursos que proferiram no Palácio Presidencial da Cidade Alta, em Luanda, no quadro da visita que o estadista gabonês iniciou esta Quarta-feira (6 de Maio).

Os dois líderes proferiram alocuções formais na sala do Conselho de Ministros do Palácio Presidencial, em Luanda, naquele que foi o segundo momento da presença do Presidente gabonês na Cidade Alta, depois da reunião a dois no gabinete de trabalho do Presidente João Lourenço.

Publicamos, a seguir, em versão integral, o discurso do Presidente da República de Angola:

- Sua Excelência Brice Clotaire Oligui Nguema, Presidente da República Gabonesa;

-Excelentíssimos Senhores Ministros;
-Distintos Membros das duas Delegações;
-Minhas Senhoras, Meus Senhores;
-Excelências,

Permita-me, Senhor Presidente, dar a Si e à delegação que o acompanha as boas-vindas ao nosso país e exprimir a minha satisfação por ter respondido positivamente ao convite que vos enderecei para realizar a sua primeira visita de Estado à República de Angola, um momento que reafirma os laços históricos e fraternos que nos unem.

A presença de Vossa Excelência representa um sinal bastante positivo, por se tratar de uma oportunidade para tratarmos de questões do desenvolvimento dos dois países para o crescimento, a estabilidade e a segurança da nossa região e do nosso continente.

Os sucessivos encontros que mantivemos em diferentes circunstâncias demonstram a importância que as nossas relações encerram, no interesse do reforço das relações de amizade e de cooperação bilateral.

Nossos países têm um papel a assumir em matéria de contribuição à segurança, à estabilidade e ao desenvolvimento da nossa região e do nosso continente, facto que temos conseguido levar por diante no âmbito da CEEAC e da Comissão do Golfo da Guiné.

Os nossos povos estão ávidos por ver os seus países cada vez mais próximos, dado o facto de sermos irmãos e de partilharmos uma extensa fronteira marítima, um percurso comum forjado ao longo de décadas, alicerçado na confiança mútua e no respeito recíproco.

Estamos obrigados a trabalhar afincadamente para que estes laços sejam transformados em oportunidades estratégicas de cooperação e integração, que contribuam de forma clara para o desenvolvimento e bem-estar das populações de cada uma das nossas nações.

Excelência Senhor Presidente,
Distintos Membros das Delegações,

As relações bilaterais que mantemos ainda não atingiram os níveis desejados; a cooperação e intercâmbio entre Angola e o Gabão devem passar a conhecer um outro dinamismo no quadro do Acordo Geral de Cooperação Cultural, Científica e Técnica, assinado em 1982, e de outros importantes instrumentos jurídicos assinados posteriormente.

Vamos trabalhar para que a cooperação entre os nossos países atinja um nível compatível com as enormes potencialidades de que dispomos, para impulsionar o nosso desenvolvimento recíproco, o da região em que estamos inseridos e o da África de um modo geral.

Estou convencido que esta visita será crucial para melhorar este quadro e pôr em marcha a revitalização dos acordos existentes para assegurar a sua plena implementação, ou com a assinatura de novos instrumentos jurídicos, que certamente contribuirão para elevar o nível do intercâmbio entre a República de Angola e a República do Gabão.

Reiteramos a necessidade de se realizar em Luanda, o mais cedo possível, a 3ª Sessão da Comissão Mista Bilateral, plataforma privilegiada de concertação e acompanhamento das iniciativas conjuntas.

É por isso imperioso introduzirmos um novo dinamismo nas nossas relações, procurando dar realce ao que objectivamente pode contribuir para o desenvolvimento dos nossos países e do continente, no quadro da implementação da Agenda 2063 da União Africana.

Vosso país, na qualidade de membro do Comité Directivo da AUDA-NEPAD, juntamente com Angola e outros Estados do nosso continente que o integram, têm um papel de grande relevância a desempenhar no âmbito desta importante Agência de Desenvolvimento da União Africana, que em breve se vai reunir no Egipto.

Que a parceria que estabelecemos impulsione iniciativas capazes de atrair investimentos de parceiros internacionais, direccionados para a implementação de projectos estruturantes da agenda continental de desenvolvimento.

Senhor Presidente,
Excelências,

Durante a preparação desta visita, foram identificadas acções a serem realizadas a nível da cooperação bilateral em domínios de grande interesse para os nossos países, cabendo-nos a responsabilidade de procurarmos dar passos concretos para a sua materialização.

Espero que o resultado do trabalho das duas delegações nos leve rapidamente a tirar benefícios recíprocos de uma cooperação intra-africana funcional.

Senhor Presidente,
Excelências,

É nossa opinião que não haverá desenvolvimento em África se não trabalharmos coordenadamente e em conjugação de esforços, para se garantir a paz, a estabilidade e a segurança.

Considero que o primeiro passo nesse sentido deve ser dado ao nível interno de cada um dos países africanos, para reinar a estabilidade, a convivência salutar entre as diferentes sensibilidades políticas nacionais e um consenso bastante aceitável em torno dos grandes desafios do desenvolvimento, da defesa dos direitos humanos e das liberdades democráticas.

Neste contexto, importa referir que vamos albergar uma Cimeira promovida pela União Africana no mês de Agosto deste ano em Luanda, para analisar os conflitos em África, cujo foco principal deverá centrar-se na questão da paz como um bem precioso e indeclinável para o bem-estar dos povos e o desenvolvimento económico do continente.

Continuamos a registar um recrudescimento da tensão e dos conflitos em África, sendo exemplos a grave situação que se verifica no Mali e na Região do Sahel, no Sudão, na República Democrática do Congo e em alguns outros pontos, em que parece não haver um fim à vista para as guerras que aí se desenrolam.

África não é uma excepção em matéria de instabilidade e insegurança, se olharmos para o mundo de hoje cada vez mais perigoso, muito especialmente para o conflito que opõe a Rússia à Ucrânia, o do Médio Oriente onde paira uma grande ameaça à paz e à segurança mundiais e à economia mundial, o que acarreta consigo uma grande imprevisibilidade quanto ao futuro imediato do nosso planeta.

As consequências que dela derivam atingem já todos os países do planeta, em virtude da crise energética e da escassez de vários bens que afectam a segurança alimentar e a economia mundial em geral.

Em presença deste quadro assustador, consideramos que todos os esforços de mediação na busca de soluções definitivas para o conflito no Golfo Pérsico e o desbloqueio incondicional do Estreito de Ormuz para toda a navegação marítima internacional, devem ser fortemente encorajados.

Senhor Presidente
Excelências,

A sua visita constitui um marco importante no fortalecimento das relações entre os nossos países e um sinal claro da nossa vontade comum de construir um futuro de prosperidade partilhada.
Que a Sua estadia entre nós sirva para renovar o nosso compromisso com a cooperação, a solidariedade e o desenvolvimento sustentável dos nossos povos.

Muito obrigado.

Fonte: Presidência da República de Angola

suica.mirex.gov.ao Embaixadora de Angola na Suiça

Filomena Delgado



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