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Discurso de S.E. o Presidente João Lourenço sobre o estado da Nação 2025

Governo 27-03-2026
Teté António participa na Reunião da Mesa do Conselho Executivo da União Africana

A Reunião da Mesa do Conselho Executivo da União Africana que decorreu no formato virtual, a partir de Adis Abeba, na sede da organização continental, contou com o ministro das Relações Exteriores, Téte António.

O encontro foi presidido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Integração Regional e Cooperação para o Desenvolvimento da República do Burundi, Édouard Bizimana, na qualidade de presidente em exercício do Conselho Executivo da organização continental.

A reunião ministerial serviu para analisar o Projecto de Decisão relativo às Eleições da Mesa do Parlamento Pan-Africano (PAP) e esteve inserido no quadro das acções regulares de concertação política entre os Estados-membros da União Africana para o reforço da governação e o fortalecimento das instituições africanas.

A Mesa do Parlamento Pan-Africano (PAP) é o órgão responsável pela condução política e administrativa desta instituição da União Africana, que assegura a coordenação dos trabalhos e o funcionamento regular do Parlamento.

É também composta por um presidente e quatro vice-presidentes, e é eleita por deputados, durante a sessão plenária, com representação das cinco regiões do continente africano, o que garante equilíbrio geográfico na estrutura.

No plano funcional, compete à Mesa organizar as sessões plenárias, definir a agenda dos trabalhos, supervisionar a gestão administrativa e financeira, bem como coordenar as actividades das comissões e do Secretariado.

Cabe ainda a este órgão assegurar o cumprimento das normas e procedimentos internos do Parlamento.

Enquanto núcleo de direcção do PAP, a Mesa assume um papel determinante na orientação estratégica da instituição, influencia a definição das prioridades políticas e contribui para o reforço do papel do Parlamento no quadro da integração africana, conclui o documento.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 26-03-2026
Angola vota a favor da reparação pelo tráfico transatlântico

Angola votou, esta quinta-feira (26 de Março), em Nova Iorque, a favor do projecto de resolução para a justiça reparatória pelo tráfico transatlântico, proposto pelo Gana à Organização das Nações Unidas (ONU), que foi aprovado por 123 dos 193 países.
Segundo o G1, o projecto de resolução para as reparações pelo tráfico transatlântico condena, igualmente, essa prática como o pior crime da humanidade, uma vez que envolveu a captura de cerca de 12,5 milhões de pessoas que foram levadas para trabalhos forçados, serem exploradas em campos de plantação nas Américas e detalha que as consequências da escravatura continuam a afectar múltiplos países no continente africanos.

O texto foi aprovado por 123 dos 193 países que integram as Nações Unidas. Estados Unidos, Israel e Argentina foram os únicos que votaram contra, enquanto Portugal absteve-se, acrescenta a mesma fonte.
Além disso, são exigidas reparações pelos danos causados. Os países que votaram contra alegaram que esta resolução "pode implicar uma hierarquia entre crimes contra a humanidade, tratando alguns como mais graves do que outros; e também discordaram de reparações retroactivas", avança publicação.
Antes da votação a favor da “Declaração do Tráfico de Africanos Escravizados e da Escravatura de Chattel Racializada de Africanos como o mais Grave Crime contra a Humanidade” , o ministro de Estado, Dionísio da Fonseca, assinalou que a justiça reparatória reconhece a dor e o sofrimento infligidos às vítimas de injustiças históricas e busca corrigir erros do passado, restaurando a dignidade de comunidades e indivíduos marginalizados e desumanizados.

Também referiu que Angola como um país que emergiu de um passado doloroso, entende a importância desse princípio. Por isso, “devemos trabalhar para garantir que as vozes das vítimas sejam ouvidas e que suas demandas sejam atendidas.
O Chefe da Casa Civil da Presidência da República acrescentou que os governos não são os únicos responsáveis pela justiça reparatória, as organizações da sociedade civil, académicas e as comunidades devem ser aliados nesse processo e considerou imprescindível a criação de políticas concretas que garantam reparações significativas, incluindo compensação financeira, acesso à educação e à saúde, e fortalecimento de iniciativas que celebrem a cultura e a identidade africana e de afrodescendente.

Apelou, por isso, às organizações internacionais e às instituições financeiras que priorizem investimentos em iniciativas que promovam o desenvolvimento equitativo das populações afrodescendentes, para que assim aconteça uma verdadeira inclusão social.
A resolução condena inequivocamente o tráfico de africanos escravizados e a escravatura racializada de africanos como propriedade, a escravatura e o tráfico transatlântico como a mais desumana e duradoura injustiça contra a humanidade; reitera o reconhecimento colectivo dos impactos profundos e duradouros dos regimes abjectos da escravatura e do colonialismo, bem como da persistência da discriminação racial e do neocolonialismo sobre os africanos e as pessoas de ascendência africana, e de como isso continua a causar imenso sofrimento, ruptura cultural, exploração económica, trauma emocional e discriminação incessante, suportados pelos africanos e pelas pessoas de ascendência africana ao longo da história.
O documento afirma, igualmente, a importância de abordar os erros históricos que afectam os africanos e as pessoas de ascendência africana de uma maneira que promova a justiça, os direitos humanos, a dignidade e a cura, e enfatiza que as reivindicações por reparações representam um passo concreto rumo à reparação dos erros históricos contra os africanos e as pessoas de ascendência africana.

Incentiva os Estados-membros a apoiar iniciativas voltadas para a justiça reparatória e o desenvolvimento sustentável dos povos afectados, incluindo a consideração de contribuições para programas relacionados a reparações estabelecidos por organizações regionais pertinentes.

Solicita, ainda, ao Secretário-Geral da ONU que, em coordenação com o sistema das Nações Unidas — incluindo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos —, fortaleça a coordenação em matéria de memória, educação, pesquisa e capacitação relacionadas ao tráfico de africanos escravizados e à escravização racializada de africanos como propriedade e aos seus legados".

Fonte: Jornal de Angola

suica.mirex.gov.ao Embaixadora de Angola na Suiça

Filomena Delgado



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