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ANGOLA INVESTMENT SUMMIT 2026 | ADDRESS BY PRESIDENT JOÃO LOURENÇO | LUANDA | JUN 18, 2026

Governo 22-10-2026
José de Lima Massano destaca a diversificação da economia

A diversificação económica e a mobilização do investimento privado foram destacadas como as grandes prioridades da estratégia de desenvolvimento de Angola pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.

As declarações foram feitas durante a sua intervenção no Financial Times Africa Summit 2026.

José de Lima Massano participou, por videoconferência, no painel “O Futuro das Finanças” (The Future of Finance), onde abordou as reformas em curso para melhorar o ambiente de negócios em Angola.

O ministro de Estado destacou as acções para ampliar a participação do sector privado na economia e atrair investimentos nacionais e estrangeiros para além do segmento petrolífero.

De acordo com o chefe da Equipa Económica do Governo, Angola está a reforçar as condições de estabilidade e consolidação fiscal, de modo a assegurar capacidade para mobilizar financiamento nos mercados interno e externo, em paralelo com a diversificação da economia.

Entre as medidas em curso, apontou o Programa de Privatizações (Propriv), que já abrangeu quase uma centena de empresas públicas, através da transferência de activos para o sector privado e da abertura do capital a investidores privados.

Destacou, igualmente, o desenvolvimento do mercado de capitais nacional, que considera importante para reforçar a confiança dos investidores e criar alternativas de financiamento às empresas.

Na ocasião, José de Lima Massano afirmou que a Bolsa de Valores está operacional e conta já com seis grandes empresas cotadas.

Para o ministro de Estado, a consolidação da confiança dos investidores nacionais é premissa fundamental para ampliar a capacidade de Angola atrair capitais estrangeiros e estruturar um ambiente favorável ao desenvolvimento da actividade empresarial.

Ao apresentar os resultados económicos mais recentes, José de Lima Massano salientou que PIB cresceu 8,74 por cento no segundo trimestre de 2026, em termos homólogos, enquanto o sector não petrolífero registou uma expansão de 9,24 por cento.

O chefe da Equipa Económica realçou o peso crescente das actividades não petrolíferas na economia, com destaque para a agricultura, assunto que mereceu elevado destaque na Mensagem sobre o Estado da Nação, proferida a 15 deste mês pelo Presidente João Lourenço, na abertura do Ano Parlamentar.

Embora o petróleo e o gás continuem a desempenhar um papel estratégico, o governante assinalou uma mudança na composição do investimento directo estrangeiro, historicamente concentrado no sector petrolífero, com uma presença crescente de capitais na economia não petrolífera.

O governante acrescentou que os esforços de diversificação já começam a reflectir-se na evolução do emprego e na redução gradual da inflação, indicadores que enquadrou na trajectória de transformação económica do país.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 18-10-2026
Angola no Fórum de Juízes de Propriedade Intelectual em Genebra

Uma delegação angolana participou no Fórum de Juízes de Propriedade Intelectual de 2026, sob a égide da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) que decorreu, recentemente, em Genebra, na Suíça.

O fórum que aconteceu sob o lema “Desafios da justiça perante a inovação tecnológica e a protecção dos direitos de propriedade intelectual”, reuniu magistrados de diferentes países para a partilha de experiências e a análise dos principais desafios jurídicos no domínio da propriedade intelectual.

A participação de Angola neste fórum representou uma oportunidade para acompanhar as tendências internacionais, aprofundar conhecimentos técnicos e jurídicos e promover a troca de experiências sobre boas práticas judiciais e contribui para o fortalecimento dos mecanismos de protecção dos direitos de propriedade intelectual.

O país aproveitou este espaço internacional para ampliar as oportunidades de cooperação com os demais Estados e Instituições judiciais para o desenvolvimento de sistemas de propriedade intelectual mais eficazes, transparentes e adaptados às exigências actuais.

O encontro constituiu, igualmente, uma plataforma de diálogo e cooperação judiciária internacional, com enfoque na interpretação e aplicação das normas de propriedade intelectual perante os avanços tecnológicos.

A crescente utilização de plataformas digitais e a dimensão transnacional dos litígios foi outra dimensão explorada pelos participantes.

Fonte: Embaixada de Angola na Suíça
Governo 18-10-2026
Angola defende medidas para eliminação total das armas nucleares

Angola defendeu, sexta-feira (16 de Outubro), na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a adopção de medidas concretas e mensuráveis para a eliminação total, verificável e irreversível das armas nucleares.

Ao intervir no debate temático da Primeira Comissão da Assembleia Geral sobre armas nucleares, o Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, sublinhou que a eliminação deste armamento constitui a única garantia contra o seu uso ou a ameaça da sua utilização.

Francisco da Cruz reafirmou o compromisso do país com o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, destacando a sua importância para a segurança internacional e advogando uma implementação equilibrada dos seus três pilares, com particular atenção às obrigações de desarmamento previstas no Artigo VI.

Sublinhou o contributo do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, do qual Angola é signatária desde Setembro de 2018, para o reforço das normas internacionais contra este armamento.

Enquanto Estado Parte do Tratado de Pelindaba, Angola reiterou o seu apoio ao estatuto de África como zona livre de armas nucleares e à Comissão Africana de Energia Nuclear, e defendeu a concessão de garantias de segurança juridicamente vinculativas aos Estados que não possuem estas armas.

O embaixador Francisco da Cruz recordou, ainda, que Angola ratificou, em 2015, o Tratado de Proibição Completa de Ensaios Nucleares, tendo instado os Estados constantes do Anexo 2 que ainda não o fizeram a procederem, sem demora, à sua assinatura ou ratificação, conforme o caso.

Salientando que um desarmamento credível exige mecanismos eficazes de verificação, manifestou apoio à implementação da *resolução 80/53 da Assembleia Geral* e defendeu maior atenção às consequências humanitárias e ambientais de uma guerra nuclear.

No domínio da utilização pacífica da ciência nuclear, destacou que a eleição de Angola para o Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), para o período 2026–2028, reforça o compromisso nacional com as salvaguardas, a segurança nuclear e radiológica, a cooperação técnica e o fortalecimento da capacidade reguladora.

Neste contexto, apelou ao acesso equitativo às aplicações nucleares na saúde, na agricultura e na gestão dos recursos hídricos, como contributo para a concretização da Agenda 2030 das Nações Unidas e da Agenda 2063 da União Africana, em conformidade com as obrigações internacionais.

Fonte: Jornal de Angola

suica.mirex.gov.ao Embaixadora de Angola na Suiça

Filomena Delgado



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