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ANGOLA INVESTMENT SUMMIT 2026 | ADDRESS BY PRESIDENT JOÃO LOURENÇO | LUANDA | JUN 18, 2026

Governo 03-10-2026
PRESIDENTE LOURENÇO CO-PRESIDIU CIMEIRA DA AUDA-NEPAD

REUNIÃO DE ALTO NÍVEL HOMENAGEOU OS CINCO PAÍSES FUNDADORES DA NEPAD E PERSPECTIVOU FUTURO DA AGÊNCIA DA UNIÃO AFRICANA

Na tarde deste sábado (3 de Outubro), a histórica cidade de Alamein acolheu a Cimeira da AUDA-NEPAD, Agência para o Desenvolvimento da União Africana.

A reunião de alto nível que teve lugar nesta cidade do norte do Egipto serviu para homenagear os 5 países que, há 25 anos (2001) tiveram a ideia de criar um mecanismo para responder, de forma radical e coordenada, aos profundos desafios sócio-económicos de África e que são, nomeadamente, África do Sul, Egipto, Argélia, Senegal e Nigéria.

Além do aspecto comemorativo, a Cimeira debateu também os caminhos a seguir pela Agência para o Desenvolvimento da União Africana (AUDA-NEPAD), herdeira da antiga Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD).

DISCURSO DO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO

-Sua Excelência Évariste Ndayishimiye, Presidente da República do Burundi e Presidente em Exercício da União Africana;

-Sua Excelência Abdel Fattah El-Sisi, Presidente da República Árabe do Egipto e anfitrião da Cimeira dos Países Fundadores da NEPAD;
-Suas Excelências Chefes de Estado e de Governo dos Países Fundadores da NEPAD;

-Sua Excelência Mahmoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana;

-Excelentíssima Senhora Nardos Bekele-Thomas, Directora Executiva da AUDA-NEPAD;

-Ilustres Convidadas e Convidados;

Minhas Senhoras, Meus Senhores;

Ao tomar a palavra nesta Cimeira, pela primeira vez na qualidade de Presidente do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD e por ocasião desta importante celebração que marca os vinte e cinco anos da criação da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África, permitam-me que expresse a nossa satisfação por integrar esta nobre iniciativa e por nos associarmos aos países cuja liderança e visão estiveram na génese da NEPAD, em 2001.

Manifesto, nesta oportunidade, o meu reconhecimento a Sua Excelência o Presidente Abdel Fattah Al-Sisi, ao Governo e ao povo egípcio, pela hospitalidade que brindaram a todos os Membros Fundadores da NEPAD, nesta bela cidade de Alamein.

A confiança que Vossas Excelências depositaram à República de Angola e em mim, para assumir desde Fevereiro deste ano a Presidência do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD, sucedendo à notável liderança exercida ao longo dos últimos três anos por Sua Excelência o Presidente Abdel Fattah Al‑Sisi e pela República Árabe do Egipto, constitui igualmente motivo de profundo orgulho e de responsabilidade acrescida.

Desde que assumimos esta tarefa, temo-la exercido com o firme sentido de compromisso e com a plena consciência do papel crucial que a Presidência do Comité de Orientação desempenha na liderança política e na orientação estratégica da AUDA‑NEPAD.
Temos estado empenhados em trabalhar com os Chefes de Estado e de Governo, com a Comissão da União Africana e com a AUDA‑NEPAD, para reforçar a Agência, aprofundar a apropriação africana da sua acção e assegurar que as ambições do continente africano se traduzam em resultados concretos que concorram positivamente para o desenvolvimento económico e social das nossas populações.

-Excelências,

É sabido que a NEPAD nasceu da convicção de que África deve assumir maior responsabilidade na formulação da sua agenda de desenvolvimento e definir as suas próprias prioridades e vias de transformação.

Em 2001, no momento da criação da NEPAD, os cinco líderes africanos que estiveram na sua origem procuraram estabelecer um quadro africano comum capaz de acelerar o desenvolvimento, aprofundar a integração regional e construir uma nova relação com os parceiros internacionais de desenvolvimento, assente nas prioridades continentais e numa liderança genuinamente africanas.
Transcorreram vinte e cinco anos, sendo justo e oportuno reconhecer-se que muitos progressos foram alcançados, pois a NEPAD evoluiu de um quadro continental de desenvolvimento assumido apenas por alguns líderes africanos para a actual Agência de Desenvolvimento da União Africana, dotada de um mandato reforçado para apoiar os Estados-Membros e as Comunidades Económicas Regionais na concretização das aspirações da Agenda 2063.

Temos que referir, com satisfação, que nestes últimos quatro anos a Agência expandiu significativamente a sua intervenção relativamente às principais prioridades continentais, ampliou a sua carteira de programas, reforçou o apoio prestado aos Estados-Membros, avançou na preparação de projectos e na mobilização de investimento, e consolidou parcerias estratégicas em áreas essenciais como as infra-estruturas, os sistemas alimentares, a saúde, o capital humano, a industrialização e a integração regional.
Trata-se de conquistas cujo mérito cabe em grande medida à Senhora Directora Executiva, quem nos vai apresentar com maior detalhe, incluindo os progressos alcançados e as prioridades que vão nortear a próxima fase da Agência.

Acredito, assim, que esta reunião se vai constituir num verdadeiro ponto de viragem para a Agência, devendo produzir recomendações e propostas concretas, orientadas para o reforço da AUDA‑NEPAD, de modo a torná‑la mais ágil e mais apta ao cumprimento da sua missão, dotando-a das ferramentas e da capacidade institucional indispensáveis à concretização dos seus objectivos para os próximos vinte e cinco anos.

Considero que as prioridades que definirmos para a Agência devem ser acompanhadas das condições que lhe permitam desempenhar plenamente as suas atribuições.

-Excelências,

-Minhas Senhoras, Meus Senhores.

O princípio baseado no facto de que África deve assumir a responsabilidade pelo seu próprio desenvolvimento, que deu origem à NEPAD, permanece actual.

Esta responsabilidade deve igualmente reflectir-se na forma como apoiamos e financiamos a nossa própria instituição de desenvolvimento.

Foi em reconhecimento deste princípio e da necessidade de dotarmos a AUDA-NEPAD dos recursos indispensáveis ao cumprimento do seu mandato, que a República de Angola concedeu no ano passado, de forma voluntária, uma importante contribuição financeira.

Dirijo, por isso, um apelo particular a todos os Estados signatários da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África no sentido de concederem igualmente contribuições voluntárias à AUDA-NEPAD, no seguimento do espírito de compromisso que norteou há 25 anos os Membros Fundadores dessa poderosa instituição.

Um financiamento africano previsível constitui condição essencial para que a AUDA-NEPAD possa planear eficazmente, responder às prioridades dos Estados-Membros e conduzir os seus programas da fase de preparação à implementação à escala exigida pela Agenda 2063.

Devemos igualmente assegurar que a AUDA-NEPAD disponha da flexibilidade institucional necessária à produção de resultados concretos.

-Excelências,

-Minhas Senhoras, Meus Senhores

As realizações de cariz continental levadas a efeito pela República de Angola no último ano reforçaram a nossa confiança relativamente aos objectivos que se podem alcançar quando a liderança política e a capacidade técnica da AUDA-NEPAD se conjugam.

Trabalhamos em estreita coordenação com a Agência e com a Comissão da União Africana na organização e realização da Cimeira de Luanda sobre o Financiamento para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em África, que reuniu Governos africanos, instituições financeiras, investidores e o sector privado, em torno da necessidade de mobilizarmos recursos e acelerarmos projectos estratégicos de infra-estruturas capazes de reforçar a conectividade, o comércio e a integração regional.

Iniciativas como o Corredor do Lobito e outros corredores regionais estiveram no centro do nosso debate durante a Cimeira, por serem infra-estruturas de conectividade que já começam a dar um grande contributo à ligação de mercados em África, ao apoio aos sectores produtivos, ao reforço das cadeias de valor regionais e à criação de oportunidades de negócio além-fronteiras.

Estamos igualmente a trabalhar com a AUDA-NEPAD para estabelecer uma presença da Agência em Angola, como parte de um esforço orientado para a aproximação da instituição aos Estados Membros da Agência.

A presença crescente da Agência no nosso continente merece o nosso apoio, pois reduz a distância entre decisões continentais e a implementação nacional, e reforça a capacidade da AUDA-NEPAD para responder às prioridades específicas de cada um dos nossos países.

-Excelências,

-Minhas Senhoras, Meus Senhores.

Impõe-se que continuemos a reforçar a coerência da nossa arquitectura continental, devendo a Comissão da União Africana, a AUDA-NEPAD, as Comunidades Económicas Regionais e os Estados-Membros actuar de forma complementar e com um foco comum na concretização dos grandes objectivos de desenvolvimento do continente africano.

Auguramos que esta Cimeira não seja uma ocasião isolada mas o início de uma dinâmica regular de envolvimento, liderança e orientação estratégica que marcará o próximo capítulo da AUDA- NEPAD.

A mesma liderança que em 2001 se revelou indispensável à criação da NEPAD é hoje necessária para dotar a AUDA-NEPAD dos meios adequados para enfrentar os próximos vinte e cinco anos.

É minha expectativa de que este encontro de El Alamein fique marcado não apenas como um momento de celebração do caminho já percorrido, mas também e sobretudo como a ocasião em que reforçámos de forma significativa a apropriação africana, renovámos o nosso compromisso com a instituição e acordámos medidas concretas para dotar a AUDA‑NEPAD dos meios necessários para cumprir plenamente com a sua missão genuína.

Muito obrigado pela Vossa atenção!

Fonte: Presidência da República de Angola
Governo 02-10-2026
Angola na 27ª feira Internacional de Produtos do Mar

Angola participa, de 5 a 8 deste mês, na 27.ª Feira Internacional de Produtos do Mar Congelados (CONXEMAR 2026), em Vigo, no Reino de Espanha.

A comitiva angolana é chefiada pela Ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen dos Santos, e integra a embaixadora de Angola em Espanha, Balbina da Silva, além de quadros do governo cientistas, técnicos e empresários do sector privado.

Um dos pontos altos da missão será a participação, no dia 7, no Fórum de Negócios em Economia Azul, organizado pela SATEC em colaboração com a Embaixada de Angola em Espanha.

Considerada uma das três maiores feiras do sector na Europa, a CONXEMAR reúne operadores de dezenas de países e constitui um espaço privilegiado para o estabelecimento de parcerias, atracção de investimento estrangeiro e transferência de tecnologia.

A presença de Angola insere-se na estratégia de inserção económica internacional e de promoção do potencial exportador dos recursos marinhos nacionais.

Em edições anteriores, o país participou como orador em painéis da FAO e como expositor, com empresas como a Pescangola.

Nesta edição, a aposta centra-se na captação de investimentos para a Economia Azul, na modernização da indústria de conservação e transformação e no reforço do controlo de qualidade.

O certame é também uma oportunidade para fortalecer relações com grandes grupos que operam em Angola, como o Grupo Nueva Pescanova, referência no processamento e exportação de crustáceos e peixe de alto valor.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 02-10-2026
Ministro Téte António na reunião da União Africana no Egipto

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, desembarcou na quinta-feira (01 de outubro) em El Alamein, Egipto, para liderar a delegação angolana na 8.ª Reunião de Coordenação Semestral da União Africana (UA).

O evento, que ocorre neste fim-de-semana, reúne as Comunidades Económicas Regionais (CER) e os Mecanismos Regionais (MR).

No Aeroporto Internacional de El Alamein, o chefe da diplomacia angolana foi recebido pelo embaixador de Angola no Egipto, Maquento Sebastião Lopes, e por uma comitiva de diplomatas acreditados na Etiópia e junto à UA, liderada pelo embaixador Miguel Bembe.

Angola integra o encontro como Relator da Mesa da Conferência de Chefes de Estado e de Governo da UA.

O país terá papel activo na articulação entre os principais órgãos de integração do continente. A reunião congrega os Chefes de Estado e de Governo que integram a Mesa da União Africana, os presidentes das Comunidades Económicas Regionais (CER) e dos Mecanismos Regionais (MR), o presidente da Comissão da União Africana, bem como altos representantes dos órgãos da organização continental.

A Reunião de Coordenação Semestral constitui a principal plataforma institucional de articulação entre a União Africana, as CER e os MR, tendo como objectivo reforçar a coerência, a coordenação e a eficácia na implementação da agenda de integração continental.

A 8.ª edição do encontro decorre num contexto marcado pela necessidade de acelerar a implementação da Agenda 2063 da União Africana e do seu Segundo Plano Decenal de Implementação (2024-2033), com vista a transformar os compromissos continentais e regionais em resultados concretos.

Fonte: MIREX
Governo 01-10-2026
Estados Unidos reafirmam aposta no Corredor do Lobito

O director do Gabinete de Análise para África do Departamento de Estado dos Estados Unidos, James Wolfe, destacou, esta terça-feira (30 de setembro), na província de Benguela, a importância do Corredor do Lobito enquanto eixo de conectividade, integração económica e cooperação regional.

James Wolfe falava durante uma visita oficial à Empresa Portuária do Lobito, realizada no âmbito do acompanhamento do desenvolvimento do Corredor do Lobito e do crescente interesse internacional nas suas potencialidades logísticas e comerciais.

O responsável norte-americano considerou o Corredor do Lobito um eixo relevante para o reforço da conectividade regional e para a criação de novas oportunidades de cooperação económica entre os países envolvidos.

James Wolfe agradeceu, por outro lado, a recepção e a oportunidade de conhecer directamente a realidade operacional do Porto do Lobito, tendo reafirmado o interesse dos Estados Unidos em acompanhar o desenvolvimento do corredor.

A deslocação, efectuada na companhia de uma delegação da Embaixada dos Estados Unidos acreditada em Angola, permitiu ao alto funcionário norte-americano conhecer de perto o funcionamento das infra-estruturas portuárias, o desempenho operacional da empresa e os projectos de modernização e expansão em curso.

Durante a visita, James Wolfe manteve um encontro de trabalho com o Conselho de Administração da Empresa Portuária do Lobito, no qual recebeu informações sobre a actividade operacional do porto, os investimentos realizados e as perspectivas de crescimento da infra-estrutura.

As atenções estiveram particularmente centradas no papel do Porto do Lobito como plataforma logística e comercial do Corredor do Lobito e na sua capacidade de contribuir para a ligação de Angola aos países da África Austral e aos mercados internacionais.

Fonte: Angop
Governo 30-09-2026
DP World investe mais de 90 milhões de dólares em Angola

A empresa multinacional líder em logística e operações portuárias, DP World, vai investir mais 90 milhões de dólares em Angola nos próximos dois anos, anunciou, em Luanda, o seu director executivo para África, Mohammed Akoojee, durante a sessão de abertura da segunda edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit 2026.

No evento, sob o lema “Conectando Mercados, Pessoas e Oportunidades”, Mohammed Akoojee ressaltou que o novo investimento soma-se aos 260 milhões de dólares já aplicados no Porto de Luanda, com vista à modernização das operações, introdução de novas tecnologias e expansão da capacidade.

Akoojee afirmou que, para além das operações portuárias, a DP World está a explorar oportunidades nos mercados de logística, zonas económicas e corredores multimodais, com o objectivo de melhorar a ligação de Angola às cadeias de abastecimento regionais e globais.

Destacou a localização estratégica de Angola e a aposta na diversificação económica, tendo considerado que o país tem potencial para funcionar como uma porta de entrada que liga a África Austral e Central ao Atlântico e aos mercados internacionais.

Na sua intervenção, defendeu uma rede logística integrada, envolvendo portos, caminhos-de-ferro, estradas, parques logísticos e soluções digitais, capaz de facilitar a circulação de mercadorias e aproximar empresas e mercados africanos.

A nível continental, Mohammed Akoojee revelou que a DP World prevê investir três mil milhões de dólares em África, nos próximos cinco anos, através do desenvolvimento de infra-estruturas e ecossistemas logísticos que permitam maior eficiência nas trocas comerciais.

Acrescentou que, em Angola, 98 por cento da força de trabalho da empresa é local, apontando a criação de emprego, a formação de quadros e o desenvolvimento de competências como parte do impacto dos investimentos, numa estratégia que, segundo o responsável, pretende ligar mercados, pessoas e oportunidades e contribuir para o crescimento económico sustentável.

Fonte: Angop

suica.mirex.gov.ao Embaixadora de Angola na Suiça

Filomena Delgado



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