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ANGOLA INVESTMENT SUMMIT 2026 | ADDRESS BY PRESIDENT JOÃO LOURENÇO | LUANDA | JUN 18, 2026

Governo 06-10-2026
Investimento chinês em Angola próximo dos 28 mil milhões de dólares

A cooperação económica e comercial entre Angola e a China continua a expandir-se para novos sectores, com cerca de 600 empresas de capitais chineses actualmente instaladas no país e um “stock” acumulado de investimento próximo dos 28 mil milhões de dólares norte-americanos.

Os dados foram avançados, recentemente, em Luanda, pelo embaixador chinês em Angola, Zhang Bin, durante o discurso por ocasião do 77.º aniversário da proclamação da República Popular da China, no qual destacou o aprofundamento das relações bilaterais e os resultados alcançados nos últimos anos.

Segundo o diplomata, além do sector petrolífero, a cooperação entre os dois países tem vindo a ganhar espaço em áreas como a mineração, a indústria transformadora, a economia digital e a inteligência artificial.

Neste particular, o embaixador salientou igualmente os resultados alcançados desde o início do ano no âmbito da cooperação económica e comercial bilateral, tendo destacado a implementação, pela China, da política de tarifa zero para 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, incluindo Angola.

Outro avanço apontado foi a aprovação da entrada do jindungo angolano no mercado chinês. O diplomata manifestou a expectativa de que o produto possa, em breve, chegar aos consumidores chineses.

No âmbito da promoção das exportações e da aproximação entre os dois mercados, empresas angolanas deverão participar, em Novembro deste ano, na 9.ª Exposição Internacional de Importação da China.

Para o diplomata chinês, a participação das empresas angolanas no evento poderá contribuir para criar novas oportunidades de negócio, reforçar a cooperação económico-comercial e aprofundar os laços de amizade entre Angola e a China.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 06-10-2026
Angola regista avanços no Corredor do Lobito

Angola apresentou, segunda-feira (5 de Outubro), em Lusaka, os principais avanços alcançados na execução do Corredor do Lobito durante a II Reunião de Coordenação do Corredor, realizada com a República da Zâmbia e a República Democrática do Congo, com o apoio do Grupo Banco Mundial.

O país esteve representado pelo ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu, em nome do Presidente João Lourenço, reafirmando o compromisso de Angola com a transformação do Corredor do Lobito de um eixo de transporte num corredor de desenvolvimento económico e de integração regional.

“Há oito meses, em Luanda, os nossos três países afirmaram que a credibilidade do Corredor do Lobito se mede pela execução. Não venho, por isso, a Lusaka repetir intenções. Venho prestar contas: dizer, com factos, o que Angola já fez, e dizer, com a mesma franqueza, o que ainda falta fazer”, afirmou o ministro dos Transportes.

Entre os avanços apresentados por Angola na execução do Corredor do Lobito estão a concessão por 30 anos da operação ferroviária à Lobito Atlantic Railway — viabilizada por um financiamento de 700 milhões de dólares assinado com a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos — e a criação da Sociedade de Desenvolvimento do Corredor do Lobito.

O progresso inclui ainda a fase final do Plano Director, a abertura do ecossistema aos países vizinhos e a activação do Mecanismo de Preparação de Projectos, apoiado pelo Banco Mundial.

Na sua elaboração, o Plano Director auscultou cerca de 1.200 interlocutores em 150 reuniões provinciais, identificando 144 oportunidades de projecto em dez sectores, com um investimento indicativo que supera os 12 mil milhões de dólares.

No domínio da integração regional, Angola disponibilizou soluções para a implantação de portos secos ao serviço da República Democrática do Congo (RDC) e da Zâmbia, além de ter assinado, em Setembro de 2024, o contrato de concessão da ligação ferroviária entre Luacano e Chingola, que conectará directamente o país à Zâmbia.

O Corredor serve mais de oito milhões de angolanos — cerca de um quarto da população nacional — e tem como espinha dorsal o Porto do Lobito e os cerca de 1.300 quilómetros do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), que ligam o coração mineiro de África ao Oceano Atlântico. Para o Executivo angolano, contudo, a ambição ultrapassa o transporte de minério, focando-se na transformação definitiva deste eixo num verdadeiro corredor de desenvolvimento económico transcontinental.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 03-10-2026
PRESIDENTE LOURENÇO CO-PRESIDIU CIMEIRA DA AUDA-NEPAD

REUNIÃO DE ALTO NÍVEL HOMENAGEOU OS CINCO PAÍSES FUNDADORES DA NEPAD E PERSPECTIVOU FUTURO DA AGÊNCIA DA UNIÃO AFRICANA

Na tarde deste sábado (3 de Outubro), a histórica cidade de Alamein acolheu a Cimeira da AUDA-NEPAD, Agência para o Desenvolvimento da União Africana.

A reunião de alto nível que teve lugar nesta cidade do norte do Egipto serviu para homenagear os 5 países que, há 25 anos (2001) tiveram a ideia de criar um mecanismo para responder, de forma radical e coordenada, aos profundos desafios sócio-económicos de África e que são, nomeadamente, África do Sul, Egipto, Argélia, Senegal e Nigéria.

Além do aspecto comemorativo, a Cimeira debateu também os caminhos a seguir pela Agência para o Desenvolvimento da União Africana (AUDA-NEPAD), herdeira da antiga Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD).

DISCURSO DO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO

-Sua Excelência Évariste Ndayishimiye, Presidente da República do Burundi e Presidente em Exercício da União Africana;

-Sua Excelência Abdel Fattah El-Sisi, Presidente da República Árabe do Egipto e anfitrião da Cimeira dos Países Fundadores da NEPAD;
-Suas Excelências Chefes de Estado e de Governo dos Países Fundadores da NEPAD;

-Sua Excelência Mahmoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana;

-Excelentíssima Senhora Nardos Bekele-Thomas, Directora Executiva da AUDA-NEPAD;

-Ilustres Convidadas e Convidados;

Minhas Senhoras, Meus Senhores;

Ao tomar a palavra nesta Cimeira, pela primeira vez na qualidade de Presidente do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD e por ocasião desta importante celebração que marca os vinte e cinco anos da criação da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África, permitam-me que expresse a nossa satisfação por integrar esta nobre iniciativa e por nos associarmos aos países cuja liderança e visão estiveram na génese da NEPAD, em 2001.

Manifesto, nesta oportunidade, o meu reconhecimento a Sua Excelência o Presidente Abdel Fattah Al-Sisi, ao Governo e ao povo egípcio, pela hospitalidade que brindaram a todos os Membros Fundadores da NEPAD, nesta bela cidade de Alamein.

A confiança que Vossas Excelências depositaram à República de Angola e em mim, para assumir desde Fevereiro deste ano a Presidência do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD, sucedendo à notável liderança exercida ao longo dos últimos três anos por Sua Excelência o Presidente Abdel Fattah Al‑Sisi e pela República Árabe do Egipto, constitui igualmente motivo de profundo orgulho e de responsabilidade acrescida.

Desde que assumimos esta tarefa, temo-la exercido com o firme sentido de compromisso e com a plena consciência do papel crucial que a Presidência do Comité de Orientação desempenha na liderança política e na orientação estratégica da AUDA‑NEPAD.
Temos estado empenhados em trabalhar com os Chefes de Estado e de Governo, com a Comissão da União Africana e com a AUDA‑NEPAD, para reforçar a Agência, aprofundar a apropriação africana da sua acção e assegurar que as ambições do continente africano se traduzam em resultados concretos que concorram positivamente para o desenvolvimento económico e social das nossas populações.

-Excelências,

É sabido que a NEPAD nasceu da convicção de que África deve assumir maior responsabilidade na formulação da sua agenda de desenvolvimento e definir as suas próprias prioridades e vias de transformação.

Em 2001, no momento da criação da NEPAD, os cinco líderes africanos que estiveram na sua origem procuraram estabelecer um quadro africano comum capaz de acelerar o desenvolvimento, aprofundar a integração regional e construir uma nova relação com os parceiros internacionais de desenvolvimento, assente nas prioridades continentais e numa liderança genuinamente africanas.
Transcorreram vinte e cinco anos, sendo justo e oportuno reconhecer-se que muitos progressos foram alcançados, pois a NEPAD evoluiu de um quadro continental de desenvolvimento assumido apenas por alguns líderes africanos para a actual Agência de Desenvolvimento da União Africana, dotada de um mandato reforçado para apoiar os Estados-Membros e as Comunidades Económicas Regionais na concretização das aspirações da Agenda 2063.

Temos que referir, com satisfação, que nestes últimos quatro anos a Agência expandiu significativamente a sua intervenção relativamente às principais prioridades continentais, ampliou a sua carteira de programas, reforçou o apoio prestado aos Estados-Membros, avançou na preparação de projectos e na mobilização de investimento, e consolidou parcerias estratégicas em áreas essenciais como as infra-estruturas, os sistemas alimentares, a saúde, o capital humano, a industrialização e a integração regional.
Trata-se de conquistas cujo mérito cabe em grande medida à Senhora Directora Executiva, quem nos vai apresentar com maior detalhe, incluindo os progressos alcançados e as prioridades que vão nortear a próxima fase da Agência.

Acredito, assim, que esta reunião se vai constituir num verdadeiro ponto de viragem para a Agência, devendo produzir recomendações e propostas concretas, orientadas para o reforço da AUDA‑NEPAD, de modo a torná‑la mais ágil e mais apta ao cumprimento da sua missão, dotando-a das ferramentas e da capacidade institucional indispensáveis à concretização dos seus objectivos para os próximos vinte e cinco anos.

Considero que as prioridades que definirmos para a Agência devem ser acompanhadas das condições que lhe permitam desempenhar plenamente as suas atribuições.

-Excelências,

-Minhas Senhoras, Meus Senhores.

O princípio baseado no facto de que África deve assumir a responsabilidade pelo seu próprio desenvolvimento, que deu origem à NEPAD, permanece actual.

Esta responsabilidade deve igualmente reflectir-se na forma como apoiamos e financiamos a nossa própria instituição de desenvolvimento.

Foi em reconhecimento deste princípio e da necessidade de dotarmos a AUDA-NEPAD dos recursos indispensáveis ao cumprimento do seu mandato, que a República de Angola concedeu no ano passado, de forma voluntária, uma importante contribuição financeira.

Dirijo, por isso, um apelo particular a todos os Estados signatários da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África no sentido de concederem igualmente contribuições voluntárias à AUDA-NEPAD, no seguimento do espírito de compromisso que norteou há 25 anos os Membros Fundadores dessa poderosa instituição.

Um financiamento africano previsível constitui condição essencial para que a AUDA-NEPAD possa planear eficazmente, responder às prioridades dos Estados-Membros e conduzir os seus programas da fase de preparação à implementação à escala exigida pela Agenda 2063.

Devemos igualmente assegurar que a AUDA-NEPAD disponha da flexibilidade institucional necessária à produção de resultados concretos.

-Excelências,

-Minhas Senhoras, Meus Senhores

As realizações de cariz continental levadas a efeito pela República de Angola no último ano reforçaram a nossa confiança relativamente aos objectivos que se podem alcançar quando a liderança política e a capacidade técnica da AUDA-NEPAD se conjugam.

Trabalhamos em estreita coordenação com a Agência e com a Comissão da União Africana na organização e realização da Cimeira de Luanda sobre o Financiamento para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em África, que reuniu Governos africanos, instituições financeiras, investidores e o sector privado, em torno da necessidade de mobilizarmos recursos e acelerarmos projectos estratégicos de infra-estruturas capazes de reforçar a conectividade, o comércio e a integração regional.

Iniciativas como o Corredor do Lobito e outros corredores regionais estiveram no centro do nosso debate durante a Cimeira, por serem infra-estruturas de conectividade que já começam a dar um grande contributo à ligação de mercados em África, ao apoio aos sectores produtivos, ao reforço das cadeias de valor regionais e à criação de oportunidades de negócio além-fronteiras.

Estamos igualmente a trabalhar com a AUDA-NEPAD para estabelecer uma presença da Agência em Angola, como parte de um esforço orientado para a aproximação da instituição aos Estados Membros da Agência.

A presença crescente da Agência no nosso continente merece o nosso apoio, pois reduz a distância entre decisões continentais e a implementação nacional, e reforça a capacidade da AUDA-NEPAD para responder às prioridades específicas de cada um dos nossos países.

-Excelências,

-Minhas Senhoras, Meus Senhores.

Impõe-se que continuemos a reforçar a coerência da nossa arquitectura continental, devendo a Comissão da União Africana, a AUDA-NEPAD, as Comunidades Económicas Regionais e os Estados-Membros actuar de forma complementar e com um foco comum na concretização dos grandes objectivos de desenvolvimento do continente africano.

Auguramos que esta Cimeira não seja uma ocasião isolada mas o início de uma dinâmica regular de envolvimento, liderança e orientação estratégica que marcará o próximo capítulo da AUDA- NEPAD.

A mesma liderança que em 2001 se revelou indispensável à criação da NEPAD é hoje necessária para dotar a AUDA-NEPAD dos meios adequados para enfrentar os próximos vinte e cinco anos.

É minha expectativa de que este encontro de El Alamein fique marcado não apenas como um momento de celebração do caminho já percorrido, mas também e sobretudo como a ocasião em que reforçámos de forma significativa a apropriação africana, renovámos o nosso compromisso com a instituição e acordámos medidas concretas para dotar a AUDA‑NEPAD dos meios necessários para cumprir plenamente com a sua missão genuína.

Muito obrigado pela Vossa atenção!

Fonte: Presidência da República de Angola
Governo 02-10-2026
Angola na 27ª feira Internacional de Produtos do Mar

Angola participa, de 5 a 8 deste mês, na 27.ª Feira Internacional de Produtos do Mar Congelados (CONXEMAR 2026), em Vigo, no Reino de Espanha.

A comitiva angolana é chefiada pela Ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen dos Santos, e integra a embaixadora de Angola em Espanha, Balbina da Silva, além de quadros do governo cientistas, técnicos e empresários do sector privado.

Um dos pontos altos da missão será a participação, no dia 7, no Fórum de Negócios em Economia Azul, organizado pela SATEC em colaboração com a Embaixada de Angola em Espanha.

Considerada uma das três maiores feiras do sector na Europa, a CONXEMAR reúne operadores de dezenas de países e constitui um espaço privilegiado para o estabelecimento de parcerias, atracção de investimento estrangeiro e transferência de tecnologia.

A presença de Angola insere-se na estratégia de inserção económica internacional e de promoção do potencial exportador dos recursos marinhos nacionais.

Em edições anteriores, o país participou como orador em painéis da FAO e como expositor, com empresas como a Pescangola.

Nesta edição, a aposta centra-se na captação de investimentos para a Economia Azul, na modernização da indústria de conservação e transformação e no reforço do controlo de qualidade.

O certame é também uma oportunidade para fortalecer relações com grandes grupos que operam em Angola, como o Grupo Nueva Pescanova, referência no processamento e exportação de crustáceos e peixe de alto valor.

Fonte: Jornal de Angola

suica.mirex.gov.ao Embaixadora de Angola na Suiça

Filomena Delgado



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