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Discurso de S.E. o Presidente João Lourenço sobre o estado da Nação 2025

Governo 20-06-2026
Embaixadora Filomena Delgado promove Angola no dia empresarial

A Embaixadora da República de Angola na Confederação Suíça, Filomena Delgado, promoveu nesta Sexta-feira (19 de Junho), em Genebra, durante a edição anual do Dia Empresarial Suíço Africano, as oportunidades económicas e os avanços registados na melhoria do ambiente de negócios em Angola.

No stand de Angola, foram expostos vários produtos de marca Angola e informações sobre o actual quadro económico do país, visando atrair investidores no mercado nacional.

O Dia Empresarial Suíço-Africano (SABD) foi realizado em colaboração com o Círculo Empresarial Suíço-Africano (SABC), com foco especial no fortalecimento das relações económicas entre Suíça e África, sob o patrocínio da Secretaria de Estado Suíça para os Assuntos Económicos (SECO), e teve como tema: "África numa Nova Economia Global: Comércio, Capital, Impacto".

O evento reuniu mais de 350 líderes empresariais, investidores e formuladores de políticas de 30 países para forjar parcerias.
A actividade contou com diversos painéis, oportunidades de networking e workshops voltados para a exploração dos novos padrões do comércio global africano, acesso ao capital e estratégias de investimento sustentável, com a participação de vários representantes diplomáticos de países africanos acreditados na Confederação Suíça.

A Embaixadora Filomena Delgado fez-se acompanhar pelo Conselheiro para os Assuntos Económicos, Felício Teles, e pelo Terceiro Secretário, Adilson da Silva.

Fonte: Embaixada de Angola na Suíça
Governo 20-06-2026
Angola defende plataforma global de justiça reparatória

Angola reafirmou neste sábado (20 de Junho), em Acra, a necessidade de criação de uma plataforma global para a justiça reparatória, assente na articulação entre memória, restituição, capacitação institucional e reforma da governação internacional.

Ao discursar em representação do Chefe de Estado, João Lourenço, na Conferência Consultiva de Alto Nível sobre os Próximos Passos da Resolução das Nações Unidas sobre Justiça Reparatória pela Escravatura dos Africanos, realizada em Acra, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República defendeu o reforço da cooperação entre a União Africana (UA) e a Comunidade das Caraíbas (CARICOM).

“Defendemos o papel pacificador e mobilizador das Nações Unidas e a restituição progressiva do património africano indevidamente retirado do continente. Defendemos também que esta agenda contribua para corrigir desequilíbrios históricos na arquitectura internacional, reforçando a voz de África nos centros de decisão global”, afirmou Dionísio da Fonseca.

O ministro de Estado salientou na ocasião que a agenda da justiça reparatória possui, para Angola, um profundo significado histórico.

“O nosso país esteve no centro de uma das mais devastadoras engrenagens do tráfico transatlântico de africanos escravizados”, recordou.

Durante séculos, prosseguiu o governante angolano, Luanda e Benguela estiveram entre os principais portos de embarque de milhões de africanos arrancados à força das suas terras e enviados para as Américas.

Estudos históricos indicam que Angola foi uma das maiores regiões de origem de pessoas traficadas no espaço atlântico, tendo Luanda e Benguela ocupado um lugar central nesse sistema de violência, desumanização e lucro.

“Para o povo angolano, esta não é uma discussão distante. É uma questão de memória nacional, identidade histórica e responsabilidade moral perante os nossos antepassados e as gerações futuras”, sublinhou.

Dionísio da Fonseca destacou que, ao evocar Luanda e Benguela, não se evocam apenas lugares geográficos.

“Evocamos portos de partida forçada. Evocamos famílias desfeitas. Evocamos comunidades mutiladas. Evocamos vidas reduzidas a mercadoria. E evocamos, também, a resistência dos africanos e afrodescendentes que, apesar de tudo, preservaram a cultura, a espiritualidade, a memória e a humanidade. É essa memória que hoje nos convoca e nos obriga a transformar a verdade histórica em acção política”, concluiu.

Fundo Internacional para a Justiça Reparatória

O ministro de Estado e chefe da Casa Civil sublinhou, que perante este cenário, Angola propõe a criação de um Fundo Internacional para a Justiça Reparatória, sob a égide das Nações Unidas e financiado pelos países que beneficiaram da escravatura.

O governante justificou a criação do Fundo com o objectivo de apoiar programas de desenvolvimento humano, educação, saúde e redução das desigualdades estruturais em comunidades africanas e afrodescendentes. Entre as propostas apresentadas constam ainda a criação de um Mecanismo Internacional de Verdade e Memória sobre a Escravatura e o Colonialismo, destinado a sistematizar evidências históricas, promover o reconhecimento institucional e apoiar processos nacionais de preservação da memória.

Dionísio da Fonseca defendeu, igualmente, programas estruturados de restituição e repatriamento do património cultural africano actualmente conservado fora do continente, bem como iniciativas globais de educação reparatória, incluindo a integração da história da escravatura e das suas consequências nos currículos escolares e universitários.

Para Dionísio da Fonseca, a Conferência Consultiva de Alto Nível sobre os Próximos Passos da Resolução das Nações Unidas sobre Justiça Reparatória pela Escravatura dos Africanos representa uma oportunidade decisiva para consolidar uma agenda global de justiça reparatória baseada nos princípios da equidade, solidariedade internacional e responsabilidade histórica partilhada.

Na sequência, o ministro de Estado sublinhou que o reconhecimento sem reparação é incompleto. “E justiça sem consequências concretas fica aquém das expectativas legítimas dos povos africanos e das comunidades afrodescendentes em todo o mundo”, destacou.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 19-06-2026
Angola reforça liderança académica com assinatura de parcerias internacionais

A Academia Diplomática Venâncio de Moura, em parceria com o CIMPAD, Consórcio para Gestão Internacional, Políticas e Desenvolvimento dos Estados Unidos da América, acolhe de 18 a 20 de Junho de 2026 em Luanda, a 14.ª Conferência Internacional.

O evento decorre sob o lema "Alavancando a Educação, Tecnologia, a Inovação e o Empreendedorismo para um Desenvolvimento Transformador e Resiliente".

O evento, focado na troca de experiência e partilha de conhecimento entre profissionais governamentais, académicos, empresas privadas e públicas, bem como as ONGs de toda a disporá africana, é uma iniciativa conjunta entre os Ministérios das Relações Exteriores e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, que esteve na origem de um esforço institucional colectivo, pautado pelo desenvolvimento de uma diplomacia académica desenhada ao longo de cinco anos.

A cerimónia de abertura foi antecedida da entoação dos hinos dos Estados Unidos da América e da República de Angola, alinhado ao ambiente caracterizado por um gesto nobre de irmandade, de solidariedade e de espírito de inovação democrática.

Ao intervir no evento, o ministro das Relações Exteriores, Teté António, destacando o evento como um esforço bem conseguido, que impulsiona as definições estratégicas de acções futuras, visando a exploração de novas oportunidades que convergem com o progresso e desenvolvimento social.

"Ao chegarmos neste dia podemos nos orgulhar pelos esforços alcançados. Pouco a pouco estamos a reconstruir a grande família africana. Por isso, aqui, temos uma imensidão de oportunidade e de definições estratégicas para acções futuras", sublinhou.

Além de mesas de painéis com temas importantes sobre o desenvolvimento académico e social, o primeiro dia da actividade foi marcado igualmente com uma cerimónia de assinatura de memorandos de cooperação académica entre 4 universidades angolanas e 4 universidades americanas, nomeadamente, a Universidade José Eduardo dos Santos e a Tuskegee University; a Universidade Rainha Njinga Mbande e a Langston University; a Universidade do Namibe e a Morgan State University; e o Instituto Superior Politécnico do Soyo e a Florida Memorial University.

A 14.ª Conferência Internacional promovida pelo CIMPAD em parceria com a ADVM, no seu primeiro dia reuniu entidades nacionais e internacionais, bem como docentes, estudantes universitários e distintos membros da comunidade académica e científica angolana e estrangeira.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 19-06-2026
“Queremos que o Turismo contribua para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”

Angola quer aproveitar o crescimento do turismo para a criação de mais condições que contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos.

A pretensão foi manifestada, nesta quinta-feira (18 de Junho), em Luanda, pelo Presidente da República, João Lourenço, durante o discurso oficial de abertura do Fórum de Investimentos Angola 2026, que termina nesta sexta-feira (19 de Junho) na capital angolana.

A estratégia, esclareceu o Presidente da República, passa por aproveitar as valências deste sector para fortalecer as economias locais e promover um desenvolvimento equilibrado entre as diferentes regiões do país.

“Queremos que o crescimento do turismo contribua para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, aclarou.

João Lourenço, cujo discurso detalhou a visão do Executivo para a dinamização do Turismo, aproveitou a ocasião para reiterar a abertura do país ao investimento estrangeiro, à inovação, à transferência de conhecimento e a parcerias de benefícios mútuos.

O Chefe de Estado fez saber que as oportunidades existentes são vastas e abrangem toda a cadeia de valor do sector. A lista inclui investimentos em hotelaria, resorts, ecoturismo e turismo de negócios, além de infra-estruturas de lazer, economia digital, serviços de transporte, formação profissional e tecnologias aplicadas.

Com base nesses pressupostos, o Chefe de Estado convidou os investidores presentes no certame a apostarem nos projectos nacionais, sobretudo em infra-estruturas, hotelaria, transportes e formação profissional. João Lourenço sublinhou que Angola se apresenta hoje ao mundo como um país de estabilidade, de visão e de grandes oportunidades de investimento.

Angola, salientou João Lourenço, reúne condições ímpares para se afirmar como um dos destinos turísticos mais promissores de África, por reunir, num mesmo espaço geográfico, uma combinação rica de turismo de natureza, cultural, de aventura, de praia e de negócios.

“Angola continuará a ser um parceiro comprometido e fiável para o investimento de longo prazo. Aqui, encontram bom ambiente de negócios, segurança jurídica e parceiros comprometidos”, descreveu o Chefe de Estado.

O Presidente da República referiu que o país não encara os investidores apenas como financiadores de projectos, mas como parceiros estratégicos do desenvolvimento nacional e regional.

“Por esta razão, a República de Angola está a apostar fortemente em investir na criação das infra-estruturas necessárias para potenciar o crescimento do sector em importantes zonas do país”, declarou.

O turismo, ressaltou o Presidente da República, é, “actualmente”, uma das actividades económicas mais dinâmicas à escala global, dada a sua capacidade de gerar emprego, atrair investimento, estimular o empreendedorismo e impulsionar o desenvolvimento local.

Num contexto internacional marcado por profundas transformações económicas, tecnológicas e geopolíticas, João Lourenço enfatizou que o turismo emerge como um dos sectores com maior capacidade para gerar riqueza, estimular o investimento privado, promover a inovação e criar oportunidades para milhões de cidadãos.

O Presidente da República afirmou, ainda, que o turismo constitui para o país uma ambição consolidada ao longo de anos de reformas estruturais, de abertura ao investimento e de aposta consis- tente na diversificação da sua economia.

Disse ser por essa razão que se reduziu, de forma determinada, a dependência do país do sector petrolífero, para a construção de uma economia assente em sectores com elevado efeito multiplicador, que criam empregos, riqueza, valor acrescentado, que valorizam as comunidades locais e que projectam Angola como destino de excelência no mundo.

**Apelo à paz no Médio Oriente
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O Chefe de Estado aproveitou o momento para desejar que os mais recentes entendimentos entre os Estados Unidos da América e o Irão sejam o prelúdio de uma paz duradoura no Médio Oriente e que contribuam para a implementação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a criação do Estado da Palestina.

João Lourenço salientou que a actual conjuntura internacional exige respostas colectivas e um renovado compromisso com os princípios do multilateralismo, do diálogo e da cooperação internacional.

**Presidente destaca a importância da realização do Fórum em Angola
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O Presidente da República considerou a realização do Fórum de Investimentos em Angola um reconhecimento do percurso que o país vem realizando no sentido da consolidação da estabilidade política, do fortalecimento das instituições, da melhoria do ambiente de negócios e da construção de uma economia cada vez mais diversificada, moderna e competitiva.

Num discurso que demonstrou a importância que o Executivo atribui ao turismo, o Presidente da República apresentou os grandes activos do país neste sector, com destaque para a sua costa atlântica de mais de 1.600 quilómetros de extensão e de parques e reservas naturais de elevado valor ecológico.

Estes activos, realçou, completam o quadro de um país que está a construir, de forma séria e responsável, as fundações do seu futuro económico. “Este compromisso foi reconhecido pela distinção de Angola como Melhor Destino de Investimento Turístico pelo Global Tourism Forum em 2025, facto que exige de nós responsabilidades acrescidas neste âmbito”, indicou.

O Chefe de Estado ressaltou o papel estratégico e crescente do turismo no processo de integração regional e continental, tendo afirmado tratar-se, hoje, um dos mais eficazes instrumentos de aproximação entre os povos, de promoção da paz, da concórdia universal e do desenvolvimento económico sustentável. Considerou, a propósito, o continente africano como aquele que reúne condições únicas para se afirmar como uma das zonas turísticas mais competitivas e atractivas do mundo. “É importante destacar que, em 2025, o continente africano teve um crescimento anual em número de visitantes, que supera as taxas registadas em outros continentes”, frisou o Presidente da República.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 16-06-2026
Carlos Lopes: Angola tem tudo para ser uma potência na região

O economista guineense Carlos Lopes disse, em Luanda, que Angola possui condições para se tornar uma potência industrial regional.

Convidado do programa “Pensar Global”: Espaço de reflexão sobre África e o Mundo, onde partilhou a mesa com José Octávio Serra Van-dúnem e Alves da Rocha, o economista africano avançou o que entende serem também desafios para vencer.

Entre os referidos desafios, Carlos Lopes citou o desenvolvimento da agro-indústria, a transformação local dos recursos minerais, a formação técnica e científica e a integração dos mercados como caminhos que Angola, em particular, e África, no geral, precisam vencer.

Conforme advoga, o continente no seu todo não conseguirá reduzir a pobreza se a políticas estiverem voltadas apenas à exportação de petróleo, minérios, café, cacau ou algodão. Precisa-se, defendeu, de transformação estrutural semelhante a que foi realizada pelos países asiáticos nestas últimas décadas.

Sobre o desenvolvimento económico no continente africano, o economista Carlos Lopes reconhece que África está prestes a tornar-se o próximo grande destino da industrialização mundial.
Não obstante a esta meta a atingir, advertiu, o continente poderá receber um modelo produtivo menos competitivo e de baixo valor acrescentado, porque a mão-de-obra deixou de ser o principal factor de criação de riqueza na economia global.

O docente advertiu ainda que os países africanos partem de uma posição desfavorável, pois a industrialização em muitas economias do continente permanece estagnada, representando cerca de 11 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) há mais de duas décadas, sem apresentar avanços significativos.

Fonte: Jornal de Angola

suica.mirex.gov.ao Embaixadora de Angola na Suiça

Filomena Delgado



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