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Discurso de S.E. o Presidente João Lourenço sobre o estado da Nação 2025

Governo 04-02-2026
Presidente João Lourenço discursa no Lançamento da Cimeira de Investimento em Africa

O Presidente da República, João Lourenço, discursou, esta terça-feira (3 de Fevereiro), no Lançamento da Cimeira Global de Investimento em Africa, no Dubai, Emirados Árabes Unidos, onde destacou as reformas estruturais em Angola.
Na sua intervenção, João Lourenço disse que Angola está a implementar reformas estruturais de grande impacto económico e social. "Desde 2019, Angola privatizou mais de 100 empresas que se encontravam sob domínio público, abrindo novas oportunidades nos sectores da energia, dos transportes, das finanças e outros", indicou.
Do domínio do ambiente de negócios, o Chefe de Estado referiu que o Executivo simplificou os procedimentos de investimento através da Janela Única de Investimento, modernizou o quadro legal para garantir transparência e protecção do investidor, entre outras reformas estruturais favoráveis ao investimento.

Eis o discurso na íntegra:

Excelências,
Sra. Presidente Samia Suluhu Hassan, da República Unida da Tanzânia;
Sr. Presidente John Mahama, da República do Gana;
-Dr. Akinwumi Adesina, antigo Presidente do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento, Cofundador e Presidente Executivo da Cimeira Global de Investimento em África;
Sra. Margery Krause, Fundadora e Presidente
Executiva da APCO, Cofundadora Vice-Presidente da Cimeira Global de Investimento em África;

Distintos Convidados;

Minhas Senhoras e Meus Senhores

É com imensa satisfação que me junto a vós hoje para o lançamento da Cimeira Global de Investimento em África.

Este evento materializa o espírito da Cimeira Mundial de Governos organizada pelos Emirados Árabes Unidos, um espaço de reflexão sobre as mudanças na ordem mundial e sobre a necessidade de uma governação proactiva e responsável.

É também um momento de mobilização colectiva para reafirmarmos que África está preparada para explorar novas formas de atracção de capital global.

A vossa presença é um testemunho da visão partilhada que nos une: uma África próspera, dinâmica e interligada.

Desejo enaltecer a visão, paixão, determinação, compromisso e liderança do Dr. Akinwumi Adesina. Após os seus dez anos de liderança transformadora à frente do Banco Africano de Desenvolvimento, foi com prazer que o recebi em Luanda, em Outubro de 2025, onde me apresentou a sua visão para a Cimeira Global de Investimento em África, que iria co-fundar com a Sra. Margery Krause, da APCO.

Manifestei o meu grande apreço pela iniciativa e formalizei o meu compromisso de apoio integral, bem como o da República de Angola. Desejo também expressar a minha gratidão à Sra. Margery Krause pela cofundação da Cimeira Global de Investimento em África e pela sua hospitalidade e empenho em nos receber.

Estamos a testemunhar uma grande mudança de paradigma sobre como atrair investimento para África tendo presente a necessidade de África desbloquear o valor dos seus activos soberanos para acelerar o seu desenvolvimento e crescimento e alcançar a Agenda 2063, a “África que Queremos”.

As tendências recentes nos alinhamentos e realinhamentos geopolíticos globais enviam um sinal muito importante para África: continente deve desenvolver-se através da disciplina nos investimentos.

O nosso continente, com 40% das reservas globais de minerais, metais e elementos raros, detém a chave para a transição energética global, especialmente para a geração de energia renovável e para os minerais necessários para os sistemas de armazenamento de energia em baterias e veículos eléctricos.

O gás natural de África pode alimentar os sistemas energéticos em todo o mundo. As florestas e a biodiversidade tornam a Natureza parte do nosso saldo global de recursos para o desenvolvimento.

África deve cada vez mais aproveitar estes activos soberanos, monetizando-os para desbloquear valor. É precisamente isso que a Cimeira Global de Investimento em África vai apoiar os países africanos a fazer.

Esta iniciativa representa uma ponte institucional que, bem estruturada, ligará África aos investidores globais de modo seguro, sustentável e mutuamente vantajoso.

Vamos demonstrar, claramente, como os investidores de capital, precisam de modelar os seus retornos de longo prazo com confiança.

A Cimeira Global de Investimento em África trabalhará com os países africanos para oferecer aos investidores essa previsibilidade, com regras estáveis, regimes de incentivos transparentes e. contratos respeitados.

No caso concreto de Angola, estamos a implementar reformas estruturais de grande impacto económico e social.

Desde 2019, Angola privatizou mais de 100 empresas que se encontravam sob domínio público, abrindo novas oportunidades nos sectores da energia, dos transportes, das finanças e outros.

Simplificámos os procedimentos de investimento através da Janela Única de Investimento, modernizámos o quadro legal para garantir transparência e protecção do investidor, entre outras reformas estruturais favoráveis ao investimento.

Permitam-me ainda destacar alguns dos activos soberanos estratégicos que Angola oferece aos investidores globais. Somos dos maiores produtores de petróleo de África, mas estamos também a expandir rapidamente o nosso sector de energias renováveis, com o objectivo de atingır 70% de energia renovável no próximo ano.

O nosso sector mineiro é rico em diamantes, ouro e minerais críticos, e tem sido alvo de reformas estruturais que garantem a transparência e são favoráveis aos investidores. A agricultura e o agronegócio são prioridades e contam com incentivos governamentais específicos.

As nossas iniciativas de infra-estrutura, como o transformador Corredor do Lobito e as novas concessões portuárias e aeroportuárias, estão a posicionar Angola como um hub logístico regional e estamos a abraçar a economia digital, a abrir o nosso sector de Tecnologias de Informação e Comunicação e a modernizar os serviços financeiros para o futuro.

Trabalhemos juntos através da Cimeira Global de Investimento em África para construir um futuro que proporcione um impacto duradouro para os nossos povos e para o mundo.

Espero dar-vos as boas-vindas em Angola para a primeira Cimeira Global de Investimento em África que terá lugar ainda este ano em Luanda.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 02-02-2026
Angola quer criar centros regionais para formação

Angola pretende criar Centros Regionais de Formação para Operações de Manutenção da Paz, com o objectivo de formar oficiais a nível estratégico (Estado-Maior) e pessoal a nível operacional e táctico.

A intenção foi expressa durante um encontro de trabalho entre o representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, e o subsecretário-geral da ONU para as Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, em Nova Iorque.
Na ocasião, o Estado angolano, através do embaixador Francisco da Cruz, manifestou o desejo de reforçar a cooperação no domínio da paz e segurança com as Nações Unidas, após a conclusão exitosa do curso de formação de formadores de efectivos da Polícia Nacional para as missões de manutenção da paz.

Uma nota da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas sublinha que o embaixador Francisco José da Cruz agradeceu o Departamento de Operações de Paz pelo envio de uma equipa de instrutores certificados pela ONU, que ministrou, em Luanda, dois (2) cursos, nomeadamente a formação de formadores, que decorreu de 3 a 24 de Novembro do ano passado, e a formação de pré-desdobramento, de 25 de Novembro a 12 de Dezembro de 2025.

Segundo o diplomata angolano, as formações interactivas e baseadas na prática vão contribuir significativamente para o aumento do desempenho e das competências dos formandos.

Por outro lado, as duas entidades trocaram impressões sobre a situação prevalecente no Leste da República Democrática do Congo (RDC).

Francisco da Cruz informou o seu interlocutor sobre o contínuo engajamento do Presidente João Lourenço, que recebeu recentemente uma delegação de representantes da Conferência Episcopal Nacional do Congo (Cenco) e da Igreja de Cristo no Congo (ECC), no quadro dos esforços diplomáticos para a promoção da paz e da estabilidade no Leste da República Democrática do Congo.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 31-01-2026
CAMPEÃO DA PAZ EM ÁFRICA DIRIGE MENSAGEM DE PAZ A ÁFRICA

A União Africana (UA) realizou na sua sede, em Adis Abeba, uma sessão especial do seu Conselho de Paz e Segurança para comemorar mais um Dia da Paz e Reconciliação em África, o 31 de Janeiro.

A sessão teve a sua sessão de abertura marcada por uma mensagem em vídeo do Presidente em exercício da União Africana, o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na sua qualidade de Campeão da União Africana para a Paz e a Reconciliação em África.

A reunião prosseguiu com a partilha de experiências de Angola, Serra Leoa e África do Sul sobre as lições tiradas dos processos de Paz e Reconciliação conduzidos nos respectivos países.

A experiência de Angola foi apresentada pelo Embaixador Miguel Bembe, Representante Permanente junto da União Africana.

O 31 de Janeiro foi declarado Dia de Paz e Reconciliação em África por ocasião da 16.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana sobre o Terrorismo e as Mudanças Inconstitucionais de Governo, realizada em Maio de 2022, em Malabo, República da Guiné Equatorial.

Na mesma ocasião, os Chefes de Estado e de Governo Africanos designaram João Lourenço, Presidente da República de Angola, como Campeão da União Africana para a Paz e a Reconciliação em África.

A MENSAGEM PROFERIDA PELO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO

“ Irmãs e Irmãos Africanos,

Neste dia 31 de Janeiro, consagrado à Paz e à Reconciliação em África, sinto-me profundamente honrado, na minha qualidade de Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África e de Presidente em Exercício da União Africana, por poder dirigir-me às dignas filhas e filhos de África, para vos transmitir os meus votos sinceros de concórdia, união e paz para o nosso continente.

Esta comemoração remete-nos para a importância de nos empenharmos na construção de uma África estável, pacífica e onde a paz e reconciliação constituam prioridades a serem tidas permanentemente em conta, tal como está contemplada na Agenda 2063, que reflecte bem a “A África que Queremos”.

Este dia não é apenas uma celebração, é um convite para reflectirmos sobre os desafios de paz e segurança que infelizmente persistem no nosso continente.

Este exercício de introspecção profunda traz-nos à memória alguns dos nossos eminentes precursores da Liberdade e da Independência de África, que souberam fazer a síntese do sentir do homem africano, dizendo, como o fez Nelson Mandela, que “A reconciliação não é uma forma de varrer a dor para debaixo do tapete, mas um esforço tangível para reparar as injustiças históricas”, ou ainda Kwame Nkrumah, quando disse que “Divididos, somos fracos; unidos, África pode tornar-se uma das maiores forças para o bem no mundo”.

Estas figuras notáveis deixaram-nos a lição que devemos reter sempre, segundo a qual a paz e a reconciliação são, ao mesmo tempo, um dever moral e uma necessidade estratégica que não conseguiremos realizar enquanto nos confrontarmos no nosso continente com desafios que vão desde os golpes de Estado, passando pelo terrorismo e o extremismo violento, até aos conflitos armados e às tensões comunitárias, que põem em causa e condicionam seriamente os propósitos de construirmos o progresso, o desenvolvimento e o bem-estar de todos os africanos.

Perante estas provações, destaco nesta data a urgência de não abdicarmos nunca dos nossos propósitos de continuarmos firmes e mobilizados para transformar as vulnerabilidades em força, as divisões em unidade e as ameaças em oportunidades.

Irmãs e Irmãos Africanos,

A União Africana dispõe dos mecanismos necessários para dar respostas adequadas e robustas às situações de crise referidas, mas temos todos que convergir os nossos esforços e as nossas atenções para um mesmo ponto, em que, unidos e coesos, trabalhemos no sentido de garantir a operacionalidade e a eficácia dos referidos mecanismos sempre que se tornar necessário fazê-los funcionar para assegurar a estabilidade, a paz e a segurança, factores que, conjugadamente, concorrem para o relançamento das economias africanas e do desenvolvimento do nosso continente.

Minhas Senhoras, Meus Senhores,

A paz e a reconciliação em África serão conquistas mais duradoras sempre que se reforçar, nas nossas sociedades, a consciência sobre a relevância do entendimento entre todos.

A participação activa de mulheres e jovens é determinante, pela sua grande sensibilidade para as consequências dos conflitos, por serem geralmente as principais vítimas dos mesmos.

É por isso essencial que se escutem as vozes das mulheres e dos jovens, que têm muito a transmitir aos políticos, aos governantes e às sociedades africanas de uma maneira geral, sobre a sua visão a respeito dos conflitos e sobre o seu papel na busca de soluções para estes problemas, para cujo efeito o nosso continente dispõe do Fórum Pan-africano para a Cultura da Paz e Não-Violência em África.

A também conhecida Bienal de Luanda levará a efeito a sua IVª edição em Outubro próximo, durante a qual esperamos poder contar com uma participação activa dos segmentos da população antes referidos, por terem uma função central na contribuição que podem prestar à resolução pacífica dos diferendos com que o nosso continente ainda se debate.

A Bienal de Luanda, organizada conjuntamente pelo governo da República de Angola, a União Africana e a UNESCO, mais do que um evento, é um espaço onde os jovens podem expressar as suas aspirações, onde as mulheres podem partilhar as suas experiências de mediação e reconstrução e onde as nossas sociedades podem aprender a transformar as diferenças em mecanismos propulsores do entendimento, da concórdia, da democracia, da paz e do desenvolvimento.

Muito obrigado pela vossa atenção! “

Fonte: Presidência da República de Angola
Governo 31-01-2026
Luanda e Kiev perspectivam elevação do nível das relações

O estado actual da cooperação bilateral e as perspectivas para o seu aprofundamento em diferentes domínios foi analisado sexta-feira (30 de Janeiro), em Luanda, pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, e o embaixador da Ucrânia acreditado em Angola, Andrii Kasianov.

De acordo com um comunicado de imprensa, o encontro, realizado na sede da diplomacia angolana, enquadra-se no reforço das relações de amizade e cooperação existentes entre a República de Angola e a Ucrânia.

As delegações, refere o documento, sublinharam a necessidade de intensificar o diálogo político entre os dois países, como instrumento fundamental para o fortalecimento das relações diplomáticas.

Durante a conversa, as partes destacaram o encontro mantido pelos estadistas de Angola e da Ucrânia, à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, ocasião onde foram analisadas questões relacionadas com a cooperação bilateral, assuntos regionais e outros temas de interesse comum no contexto internacional.

O titular da pasta das Relações Exteriores salientou, igualmente, as iniciativas em curso levadas a cabo pelo Governo angolano no domínio da construção e requalificação de frentes marítimas, enquanto projectos estruturantes para o desenvolvimento urbano, económico e social do país.

O embaixador ucraniano manifestou o interesse em explorar oportunidades de cooperação no sector Energético, tendo expressado, em particular, a intenção daquele país europeu em adquirir gás liquefeito produzido por Angola, com vista a responder às necessidades primárias da Ucrânia no contexto continental.

As duas entidades abordaram, ainda, a importância do intercâmbio de experiências e da cooperação no domínio da formação diplomática, tendo sido destacada a necessidade de promover o intercâmbio entre as academias diplomáticas de Angola e da Ucrânia, bem como a intensificação da troca de visitas entre delegações oficiais dos dois países. Na ocasião, foi reiterada a importância estratégica da Ucrânia para Angola, assente em relações históricas de amizade, solidariedade e cooperação, que ao longo dos anos têm contribuído para o fortalecimento dos laços entre os dois povos e Estados.

Fonte: MIREX

suica.mirex.gov.ao Embaixadora de Angola na Suiça

Filomena Delgado



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