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ANGOLA INVESTMENT SUMMIT 2026 | ADDRESS BY PRESIDENT JOÃO LOURENÇO | LUANDA | JUN 18, 2026

Governo 09-09-2026
dECLAÇÃO DO PRESIDENTE jOÃO LOURENÇO NA RECEPÇÃO AO SEU HOMÓLOGO DUMA BOKO

DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO DURANTE A VISITA DO SEU HOMÓLOGO DO BOTSWANA

Senhor Presidente da República do Botswana,
Presidente Duma Boko;
Membros das duas delegações;
Senhores jornalistas;

As relações entre Angola e Botswana datam desde Fevereiro de 1976. Completam, portanto, este ano 50 anos. Aquilo a que chamamos jubileu de ouro.

E durante esses 50 anos, consideramos que as relações têm sido boas, têm vindo a ser incrementadas de ano para ano, com destaque para as duas visitas oficiais que o então Presidente da República do Botswana efectuou a Angola nos anos de 2019 e 2021, e a visita de Estado que o Presidente de Angola efectuou ao Botswana, em 2023. Essas visitas vieram selar o rumo que ambos os países pretendiam seguir para aprofundarmos os nossos laços de amizade e de cooperação.
Mas não ficamos por aí.

O Presidente Duma Boko está há relativamente pouco tempo no poder, mas mesmo assim, já efectuou pelo menos duas visitas a Angola. E, a partir de hoje, realiza esta visita que tem outra importância, por ser uma visita de Estado.

As delegações ministeriais prepararam os dois acordos e o memorando de entendimento, cuja assinatura acabámos de presenciar. Mas a cooperação não fica apenas pelos domínios da defesa e da pecuária.

A cooperação entre os nossos dois países vai estender-se a outros ramos que consideramos importantes, nomeadamente para o domínio dos petróleos e da energia.

Ouvimos, na outra sala, o Presidente Duma Boko manifestar o interesse do seu país passar a ser accionista do grande projecto da Refinaria do Lobito.

Igualmente nós, Angola, temos o interesse particular, para além de cooperar no domínio da pecuária - uma vez que o Botswana é grande produtor e exportador de carne bovina - temos também interesse em cooperar no domínio do turismo, do turismo de conservação, como se diz, no quadro do grande projecto transnacional denominado KASA, que abarca vários países da região, nomeadamente Angola, Namíbia, Botswana, Zâmbia e o Zimbabwe.

Portanto, Senhor Presidente Duma Boko, seja muito bem-vindo a Angola!

Em pouco tempo no poder, demonstrou que é um político, um governante muito determinado, e que vai à procura da concretização dos sonhos do seu governo, do seu povo.

Nós vamos, sobretudo, trabalhar consigo numa indústria que nos é muito querida, para Angola e para o Botswana, que é a indústria dos diamantes. Angola e o Botswana são os maiores produtores de diamantes do continente e dos maiores produtores mundiais de diamante natural, do verdadeiro diamante, como dizia o Presidente Duma Boko. Diamante só é diamante aquele que é natural.

Mas essa indústria, que traz bastante receitas para os nossos países, para o desenvolvimento dos nossos países, vem sendo ameaçada pelo surgimento repentino do chamado diamante sintético, que é um diamante feito em laboratório. Não vem da natureza. É muito semelhante ao diamante natural, mas, por não ser natural, é mais barato. E por ser mais barato, a procura desse mesmo sintético acaba por ser tão grande que ameaça seriamente a comercialização do nosso diamante.

Portanto, vamos trabalhar de mãos dadas para continuarmos a valorizar o nosso diamante, uma vez que ele dá emprego ao nosso povo, aos nossos jovens, e traz receitas para serem investidas em programas sociais, na saúde, na educação, nas infra-estruturas, de forma que possamos desenvolver os nossos países.

Muito obrigado!

Fonte: Presidência da República de Angola
Governo 09-09-2026
DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DO BOTSWANA DURANTE A VISITA AO PAÍS

DECLARAÇÃO INICIAL DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO BOTSWANA À IMPRENSA

Agradeço, Presidente Lourenço, por nos acolher e estender a hospitalidade. Estamos muito agradecidos.

Os nossos ministros e oficiais encontraram-se e discutiram de forma aprofundada. E disso emergiram acordos que acabaram de ser assinados. Agora, basta transformar esses acordos, ter páginas assinadas para acções, para resultados e transformação para a vida e vivência das pessoas de Angola e do Botswana.

Vamos cooperar em muitas áreas e quero me focar - porque o Senhor Presidente abarcou todas elas - num único sector, que é o sector diamantífero, e fazer algumas observações.

Primeiro, um diamante falso só pode ser vendido onde a procura do que é verdadeiro é alta. E o verdadeiro, no que diz respeito ao diamante, é diamante natural. O sintético, que é o falso, ganhou algumas pegadas no mercado. Isto é prova de que a procura do artigo verdadeiro continua bastante alta.

E esta procura continua a expressar-se de forma prática. Desde o ano passado até este, os diamantes naturais têm um desempenho superior a 25% do que o sintético, especialmente no mercado americano. Isto porque o diamante natural não é apenas marca de raridade e qualidade, mas também é um repositório de valor.

Quando se valoriza alguém, seja no contexto de casamento ou mesmo de noivado, é preciso mostrar, dando uma coisa de valor. E não pode haver melhor valor, neste sentido, do que o diamante natural.

E mesmo na China, já se chegou à conclusão de que aqueles que compram o falso, o sintético, fazem-no não porque o valorizam, mas para a óptica. Mas depois continuam e compram o natural. Quando estão em público, não têm certeza para onde vão e qual é a segurança, eles usam o falso. Mas quando vão a lugares sérios, põem aquilo que é verdadeiro. E esta é a realidade!

O problema real em relação aos nossos diamantes é a forma como são transacionados. E o Botswana, agora, concentrou-se numa campanha robusta de marketing de diamantes que vem dos países produtores. E esperamos ansiosamente, neste sentido, trabalhar com a Angola, que é grande produtora de diamante também, e garantir que este produto continue a empoderar e a alimentar as nossas economias e apoiar vidas.

Em muitas outras áreas, estamos alinhados. E estamos agradecidos porque Angola desempenhou um papel crucial tanto na região, como no continente. E acreditamos que a relação entre Angola e Botswana vai continuar a crescer, vai aprofundar-se, ancorar, e apoiar o crescimento e a transformação a nível do continente, através de corredores de circulação de bens e pessoas, e através de esforços conjuntos com vista a garantir paz e estabilidade no continente africano. Por isso, estamos bastante agradecidos, Senhor Presidente, e aplaudimos os seus esforços.

Fonte: Presidência da República de Angola
Governo 08-09-2026
Presidente da República felicita Lula da Silva

O Presidente João Lourenço enviou uma mensagem de felicitações ao homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pelos 204 anos de Independência do Brasil (3 de setembro de 1822).

“Em nome do Executivo angolano e no meu próprio, quero felicitar Vossa Excelência, o Governo e o povo brasileiro pela comemoração do 204º aniversário da Independência da República Federativa do Brasil”, começou por escrever o Chefe de Estado angolano.

Na mensagem, o Chefe de Estado saúda “a trajectória de um povo que há pouco mais de dois séculos decidiu tomar as rédeas do seu destino para construir o Brasil que hoje conhecemos, uma Nação vibrante e criativa que soube assumir um papel de destaque, tanto na promoção dos valores universais que são o desenvolvimento sustentável e a justiça social, como na defesa de uma ordem internacional mais equilibrada, inclusiva e representativa”.

João Lourenço enaltece os “vínculos históricos, culturais e de consanguinidade” que conferem à relação entre Angola e o Brasil uma preciosa particularidade que se foi cimentando sem interrupção e que constitui a plataforma privilegiada para continuar a impulsionar a cooperação bilateral existente entre os dois países.

O Presidente da República conclui a mensagem endereçando ao homólogo “votos de boa saúde, bem-estar pessoal e de prosperidades para o povo brasileiro”.

As relações político-diplomáticas entre os dois países remontam a 1975, ano da Independência de Angola, tendo o Brasil sido o primeiro país a reconhecer o Estado angolano.

Fonte: Presidência da República de Angola
Governo 05-09-2026
União Africana saúda representação mais justa na ONU

O presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, saudou a aprovação da resolução das Nações Unidas, que defende uma representação cartográfica mais justa e rigorosa de África e de outras regiões do mundo.

O diplomata considerou o documento aprovado, na sexta-feira (4 de setembro), pelas Nações Unidas um passo importante para uma representação mais fiel das dimensões territoriais do continente africano.

Em comunicado de imprensa, o presidente da Comissão da União Africana destacou, particularmente, a liderança do Togo e o compromisso do Presidente do Conselho, Faure Essozimna Gnassingbé, que conduziu a iniciativa em nome de África e contribuiu para mobilizar um amplo apoio da comunidade internacional.

Mahmoud Ali Youssouf felicitou igualmente os Estados-membros da União Africana e o Grupo Africano em Nova Iorque pela unidade e mobilização colectiva em defesa da iniciativa.

A resolução, conhecida como “Correct The Map” (Corrigir o Mapa), pretende promover uma representação cartográfica mais precisa das áreas territoriais dos diferentes continentes e regiões do mundo.

A iniciativa está relacionada com a utilização da projecção de Mercator, desenvolvida no século XVI, principalmente para fins de navegação. Segundo a Comissão da União Africana, este sistema de representação não reflecte de forma rigorosa as áreas relativas das diferentes regiões do mundo, subestimando significativamente a dimensão real do continente africano.

Para a União Africana, a questão ultrapassa a dimensão cartográfica e está relacionada com a necessidade de representar África com base em realidades objectivas e cientificamente estabelecidas.

Neste sentido, o presidente da CUA encorajou instituições internacionais, sistemas de ensino, editoras e plataformas digitais a promoverem progressivamente representações cartográficas que traduzam com maior precisão as verdadeiras dimensões territoriais dos continentes.

A Comissão da União Africana anunciou que continuará a trabalhar com o Togo, os Estados-membros e os parceiros relevantes para apoiar os esforços destinados à implementação da iniciativa.

“A África deve ser representada tal como é: nas suas verdadeiras dimensões e no seu devido lugar no mundo”, afirmou o presidente da Comissão da União Africana.

A adopção da resolução constitui, assim, um marco na campanha para uma representação cartográfica considerada mais equilibrada do continente africano e poderá estimular a revisão dos mapas utilizados em instituições de ensino, publicações e plataformas digitais.

Fonte: Jornal de Angola

suica.mirex.gov.ao Embaixadora de Angola na Suiça

Filomena Delgado



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