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ANGOLA INVESTMENT SUMMIT 2026 | ADDRESS BY PRESIDENT JOÃO LOURENÇO | LUANDA | JUN 18, 2026

Governo 30-06-2026
ANGOTIC e a transformação digital para além da qualidade do sinal de internet

O debate em torno do sector das telecomunicações em Angola constitui um importante exercício de cidadania e um contributo para o aperfeiçoamento das políticas públicas, a análise dos desafios do sector exige uma compreensão abrangente dos conceitos de transformação digital, soberania tecnológica e desenvolvimento da economia digital.

Neste contexto, importa esclarecer que a ANGOTIC não é um projecto concebido para resolver, de forma imediata, as limitações operacionais das redes de telecomunicações. Trata-se de um fórum internacional de inovação, tecnologias de informação, negócios e cooperação, criado para promover o intercâmbio de conhecimento, estimular o investimento, reforçar parcerias estratégicas e posicionar Angola como um actor relevante no ecossistema digital africano e internacional.

Confundir os objectivos da ANGOTIC com problemas estruturais relacionados com a cobertura, qualidade ou capacidade das redes de telecomunicações significa desconsiderar a natureza e a finalidade deste importante evento. Os desafios associados à expansão da conectividade resultam de factores técnicos, económicos e regulatórios, cuja solução depende da implementação continuada de políticas públicas, do investimento em infra-estruturas e da actuação coordenada dos operadores do sector.

A transformação digital, por sua vez, constitui um processo muito mais amplo do que a simples disponibilização de acesso à Internet. Envolve a modernização da Administração Pública, a digitalização dos serviços públicos, o reforço da cibersegurança, a expansão das redes de fibra óptica, a utilização de satélites de comunicações, o desenvolvimento de centros de dados, a capacitação de recursos humanos e a promoção da inovação tecnológica como factor de competitividade económica.

É neste quadro que Angola tem vindo a desenvolver uma estratégia nacional orientada para o fortalecimento da soberania digital, da inclusão tecnológica e da diversificação da economia, procurando criar condições para que as tecnologias de informação e comunicação se afirmem como instrumentos de desenvolvimento sustentável.

Naturalmente, persistem desafios significativos no sector das telecomunicações. O reforço da cobertura, a melhoria da qualidade dos serviços, a redução dos custos de acesso e a expansão da conectividade às zonas mais remotas continuam a constituir prioridades nacionais. Todavia, estes desafios não anulam os progressos alcançados nem diminuem a importância das iniciativas destinadas a consolidar o ecossistema digital do país.

O debate público ganha qualidade quando assenta em factos, conhecimento técnico e visão estratégica. A crítica fundamentada desempenha um papel essencial na consolidação das instituições democráticas e na melhoria das políticas públicas. Porém, a avaliação de programas estruturantes deve considerar a sua missão, os seus objectivos e o contexto em que são desenvolvidos, evitando interpretações que reduzam processos complexos a indicadores isolados.

Num mundo cada vez mais orientado pela economia digital, compreender a diferença entre um evento internacional de promoção tecnológica e os desafios operacionais das telecomunicações é fundamental para um debate sério e construtivo. Afinal, o conhecimento resulta do estudo permanente, enquanto a sabedoria nasce da capacidade de interpretar os factos com equilíbrio, rigor e sentido estratégico.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 30-06-2026
Turismo angolano em fórum internacional na Alemanha

Angola promove o diálogo e a cooperação com parceiros internacionais nas áreas do investimento, turismo sustentável e desenvolvimento económico, durante o fórum internacional iniciado segunda-feira na cidade de Hamburgo.

Um comunicado refere que o evento é considerado um dos mais relevantes dedicados ao desenvolvimento sustentável, à cooperação internacional e à implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e reúne Chefes de Estado, representantes governamentais, instituições financeiras, organizações internacionais, líderes empresariais e representantes da sociedade civil.

O objectivo é debater desafios globais como as alterações climáticas, o financiamento sustentável, a protecção da biodiversidade, a transição energética e o desenvolvimento económico inclusivo.

Angola está representada pela cônsul honorária na Alemanha, Sandra Sabrowsky, que participa, igualmente, como directora-geral da N'kiela Consultoria Empresarial e Gestão de Projectos, empresa sediada em Angola e dedicada à promoção de investimentos e projetos sustentáveis. Paralelamente, exerce funções na Alemanha como Senior Bond Manager da Allianz Trade, líder mundial em seguros de crédito e garantias empresariais.

Entre os projectos estratégicos actualmente em carteira da N'kiela destaca-se uma proposta para o desenvolvimento de um Safari Eco-Turístico no Okavango angolano, no município do Mucusso, província do Cuando. A iniciativa pretende promover a conservação da biodiversidade, o turismo responsável e o desenvolvimento das comunidades locais.

O projecto encontra-se actualmente em fase de estruturação e captação de financiamento, sendo a Conferência de Sustentabilidade de Hamburgo uma importante oportunidade para estabelecer contactos com potenciais investidores, parceiros institucionais e organizações internacionais interessadas em apoiar iniciativas sustentáveis em Angola.

Fonte: Jornal de Angola
Governo 25-06-2026
Angola e Marrocos defendem candidatura africana única à liderança da FAO

Angola e o Reino de Marrocos defenderam, esta quarta-feira (24 de Junho), a necessidade de África apresentar uma candidatura única na liderança da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

A posição foi manifestada durante uma conversa telefónica entre o ministro das Relações Exteriores, Téte António, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Africana e dos Marroquinos Residentes no Estrangeiro de Marrocos, Nasser Bourita.

Téte António agradeceu ao Reino de Marrocos pela decisão de retirar a sua candidatura ao cargo de director-geral da FAO em apoio à candidatura apresentada por Angola, segundo um comunicado de imprensa do MIREX enviado ao Jornal de Angola Online.

Os dois ministros destacaram a importância do continente africano actuar de forma concertada em processos eleitorais internacionais de elevada relevância estratégica, defendendo a construção de consensos em torno de candidaturas africanas únicas, como forma de reforçar a influência e a representatividade de África nas organizações multilaterais.

Neste contexto, apelaram aos Estados-membros da União Africana para apoiarem uma candidatura consensual africana à liderança da FAO, considerando que tal constituiria uma demonstração da coesão, solidariedade e capacidade de concertação política do continente em defesa dos seus interesses comuns.

Os ministros rmanifestaram, igualmente, satisfação pelo actual nível das relações entre Angola e Marrocos e reiteraram a determinação dos respectivos Governos em continuar a promover uma cooperação mutuamente vantajosa, em benefício dos povos dos dois países e do fortalecimento da integração e do desenvolvimento do continente africano, com base no princípio do respeito mútuo.

Durante o contacto, os dois chefes da diplomacia passaram em revista o estado das relações bilaterais entre os dois países e reafirmaram o compromisso de continuar a aprofundar os laços de amizade, solidariedade e cooperação em diversos domínios.

Fonte: Jornal de Angola

suica.mirex.gov.ao Embaixadora de Angola na Suiça

Filomena Delgado



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