• Presidente da República vê na FILDA como vitalidade da economia angolana


    O Presidente da República, João Lourenço, destacou a Feira Internacional de Luanda (FILDA) como uma das mais importantes manifestações da vitalidade do sector privado angolano e da crescente capacidade do país para se afirmar como uma economia diversificada, competitiva e integrada no mercado global.

    Ao longo de mais de quatro décadas, o certame consolidou-se como o principal espaço de encontro entre empresas nacionais e internacionais, reflectindo a evolução do ambiente empre- sarial e a confiança dos investidores nas oportunidades que Angola oferece.

    A mensagem presidencial foi transmitida, na terça-feira (21 de Julho), na Zona Económica Especial (ZEE), em Icolo e Bengo, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, na abertura oficial da 41.ª edição do evento.

    José de Lima Massano reafirmou o empenho do Executivo em aprofundar as reformas e preservar a estabilidade macroeconómica, criando um ambiente favorável ao crescimento corporativo. “Esperamos que o sector privado continue a cumprir a sua missão: investir, inovar, produzir, exportar e criar emprego. É desta parceria, construída sobre confiança e responsabilidade, que nascerá uma economia mais forte”, sublinhou.

    Para os mais de dois mil participantes, entre expositores, empresários e investidores, de 22 países, incluindo a anfitriã Angola, o ministro de Estado disse esperar que a participação na Filda/2026 seja marcada pela celebração de novas parcerias, novos investimentos e novas oportunidades de bons negócios.

    Força da produção nacional

    Nos últimos anos, Angola tem vindo a consolidar um ambiente macroeconómico estável, desenvolvimento fundamental para atrair investimento e promover a diversificação.

    José de Lima Massano destacou o fortalecimento gradual da produção e o dinamismo em áreas como a Agricultura, Indústria Transformadora, Energia, Transportes, Telecomunicações e Turismo.

    A Agricultura, por exemplo, praticamente duplicou o seu peso na formação do Produto Interno Bruto (PIB) em apenas uma década, fruto de políticas públicas orientadas para o aumento da produção e reforço da segurança alimentar.

    Contudo, o chefe da Equipa Económica admitiu que o caminho ainda é exigente e requer facturamento com qualidade, eficiência e competitividade.

    “Isso implica continuar a investir no capital humano, infra-estruturas, logística, tecnologia e inovação, ao mesmo tempo que simplificamos procedimentos administrativos e ampliamos o acesso ao financiamento produtivo, em particular para as pequenas e médias empresas, que constituem a espinha dorsal do nosso tecido empresarial”, indicou.

    De acordo com José de Lima Massano, neste esforço contínuo de transformação económica, o papel do sector privado assume um carácter absolutamente decisivo.

    O ministro de Estado sublinhou que o Executivo angolano encara as empresas privadas não apenas como agentes comerciais, mas como verdadeiros parceiros estratégicos na execução das macropolíticas de desenvolvimento nacional.

    “A experiência internacional e a história económica comparada demonstram, com clareza, que nenhum país alcançou níveis elevados de desenvolvimento sustentável ou conseguiu industrializar-se sem um ecossistema de empresários robustos, capazes de investir capital próprio, inovar em processos tecnológicos, assumir riscos calculados no mercado e criar riqueza real para a sociedade”, concluiu o chefe da Equipa Económica, reiterando a necessidade de fortalecer o tecido empresarial doméstico.

    Os “8 pilares” da visão económica do Governo
    A política económica do Governo angolano está assente numa visão de desenvolvimento centralizada em oito pilares determinantes para a substituição das importações por via da produção, da inovação e da afirmação externa.

    O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, disse, ontem, na abertura da Feira Internacional de Luanda (FILDA), edição de 2026, que se realiza até domingo na Zona Económica Especial, em Icolo e Bengo, que a maior montra de negócios do país é também uma oportunidade para se reflectir sobre questões decisivas para o futuro da economia.

    O lema “Produzir e Inovar Localmente, Vencer Globalmente”, escolhido para a 41.ª edição, traz questões sobre como transformar os recursos de que o país dispõe em mais valor, mais conhecimento, mais emprego qualificado e maior prosperidade para os cidadãos. É nessa procura de respostas em que José de Lima Massano reafirmou a visão económica do Governo, que passa por uma resposta aos desafios abaixo descriminados:

    1 - Incorporar conhecimento

    2 - Gerar valor acrescentado

    3 - Fortalecer as cadeias nacionais de produção

    4 - Estimular a inovação

    5 - Criar condições para que as empresas angolanas conquistem novos mercados

    6 – Aumentar a produtividade

    7 - Melhorar a qualidade dos bens e serviços

    8 - Responder às exigências de uma economia global em permanente transformação