O Ministro Conselheiro e Encarregado de Negócios a.i. da Embaixada de Angola na Suíça, Estevão Alberto, considerou, no dia 5 de Abril de 2025, no cantão de Friburgo, que o 4 de Abril de 2002, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, como o início de um novo ciclo de identidade da Nação angolana.
Para o Ministro Conselheiro, esta data fez-nos “aprender a reconstruir, a reconciliar e a sonhar de novo”.
Ao discursar no acto que assinalou a efeméride na Confederação Suíça, Estevão Alberto sublinhou que “ao olharmos para trás, hoje, vemos que a paz nos ofereceu conquistas valiosas como estabilidade política e militar, crescimento económico diverso, expansão das infra-estruturas e um espaço político mais aberto visando uma sã e democrática convivência”.
“Estes 23 anos não representam apenas o tempo transcorrido, mas simbolizam também um testemunho vivo da liberdade, da concórdia, da unidade e da fraternidade entre os angolanos de Cabinda ao Cunene e do Mar ao Leste, depois de longas e dolorosas décadas de conflito armado”, disse.
O Ministro Conselheiro destacou o papel e a importância da comunidade angolana residente na Suíça no processo de desenvolvimento sócio económico do país.
“É justo referir que aqui na Suíça, vós também sós Embaixadores do nosso país. Carregam convosco a cultura, a força e a esperança de Angola. A distância geográfica não apaga esta ligação à terra mãe. Pelo contrário, fortalece o vosso desejo de contribuir, seja com conhecimento, investimento, solidariedade ou simplesmente com a valorização da nossa angolanidade”, salientou.
O diplomata disse que nesta ocasião tão simbólica, lançamos um apelo à unidade: unidade entre os angolanos de Cabinda ao Cunene e do mar ao Leste; unidade entre os que vivem em Angola e os que vivem além-fronteiras; unidade entre as gerações, para que os mais velhos possam transmitir sabedoria e os mais jovens tragam inovação e coragem, para juntos erguermos o nosso solo pátrio.
“Esta celebração renova o compromisso com o diálogo, com o perdão, com a justiça e com a dignidade humana. É acreditar que, apesar dos obstáculos e das dificuldades, por sermos resilientes, o futuro pode e será melhor.
Que Angola pode ser um país onde todos tenham lugar, onde todos se sintam parte, onde todos contribuam para o bem comum. Esta tem sido a mensagem e o desejo do nosso Mais Alto Mandatário da Nação, o Presidente da República, João Lourenço”, referiu.
Momentos culturais como a dança, a música, a poesia e o desfile de trajes típicos angolanos marcaram, igualmente, o evento, que contou com a participação de cerca de centenas de convidados.