O antigo Primeiro-Ministro português, Durão Barroso, destacou, esta terça-feira (26 de Maio), em Luanda, a importância da mediação e do diálogo na resolução de conflitos, defendendo reforço dos mecanismos de garantia após a assinatura de acordos de paz para evitar o reacender da guerra.
Durão Barroso, que discursava no âmbito da Conferência sobre o “35.º Aniversário dos Acordos de Bicesse”, realizada na Academia Diplomática Venâncio de Moura, sublinhou igualmente que alcançar a paz é um desafio muito mais complexo do que iniciar uma guerra.
Neste contexto, enfatizou que para o sucesso de um processo de paz é fundamental salvaguardar as condições externas e internas do conflito, evitando que estas comprometam os esforços de mediação e a procura de uma solução duradoura.
A conferência contou com presença do ministro das Relações Exteriores, Téte António, entidades do Executivo, corpo diplomático, acadêmicos e estudantes.
Os Acordos de Bicesse foram um marco histórico de paz e transição democrática assinado a 31 de Maio de 1991, em Portugal, entre o Governo angolano e a UNITA. Eles estabeleceram o cessar-fogo e prepararam Angola para as suas primeiras eleições multipartidárias.
Os instrumentos de paz foram assinados pelo então Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e pelo líder da UNITA, Jonas Savimbi, através da mediação de Portugal e o apoio de observadores internacionais dos Estados Unidos e da União Soviética.