• Carlos Lopes: Angola tem tudo para ser uma potência na região


    O economista guineense Carlos Lopes disse, em Luanda, que Angola possui condições para se tornar uma potência industrial regional.

    Convidado do programa “Pensar Global”: Espaço de reflexão sobre África e o Mundo, onde partilhou a mesa com José Octávio Serra Van-dúnem e Alves da Rocha, o economista africano avançou o que entende serem também desafios para vencer.

    Entre os referidos desafios, Carlos Lopes citou o desenvolvimento da agro-indústria, a transformação local dos recursos minerais, a formação técnica e científica e a integração dos mercados como caminhos que Angola, em particular, e África, no geral, precisam vencer.

    Conforme advoga, o continente no seu todo não conseguirá reduzir a pobreza se a políticas estiverem voltadas apenas à exportação de petróleo, minérios, café, cacau ou algodão. Precisa-se, defendeu, de transformação estrutural semelhante a que foi realizada pelos países asiáticos nestas últimas décadas.

    Sobre o desenvolvimento económico no continente africano, o economista Carlos Lopes reconhece que África está prestes a tornar-se o próximo grande destino da industrialização mundial.
    Não obstante a esta meta a atingir, advertiu, o continente poderá receber um modelo produtivo menos competitivo e de baixo valor acrescentado, porque a mão-de-obra deixou de ser o principal factor de criação de riqueza na economia global.

    O docente advertiu ainda que os países africanos partem de uma posição desfavorável, pois a industrialização em muitas economias do continente permanece estagnada, representando cerca de 11 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) há mais de duas décadas, sem apresentar avanços significativos.